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Visitante é acusado de quebrar vaso milionário do chinês Ai WeiWei em museu nos EUA

17 fev 2014 - 19h14
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A polícia de Miami prendeu um homem acusado de ter estilhaçado um vaso avaliado em 1 milhão de dólares, do artista dissidente chinês Ai Weiwei, para protestar pelo fato de o museu recentemente aberto na cidade só exibir arte internacional.

Maximo Caminero, 51, nascido na República Dominicana, foi detido e indiciado no domingo por prejuízo criminoso depois de pegar um dos 16 vasos pintados em tinta brilhante, exibido no Museu de Arte de Miami, e lançá-lo ao chão quando cercado pela segurança, segundo o relatório policial.

Ele disse à polícia que quebrou o vaso para protestar porque o museu só exibe arte de artistas de fora do país, diz o relatório. Entrevistado por telefone, Caminero disse à Reuters que é pintor e planeja dar uma entrevista à imprensa na terça-feira para explicar sua ação.

O artista chinês atrai há anos atenção internacional por criticar as políticas do governo chinês para democracia, liberdade de expressão e direitos humanos.

A obra intitulada "Vasos Coloridos" é parte da exposição de WeiWei chamada "De Acordo Com o Que", iniciada no momento da abertura do museu, no fim de 2013.

Os 16 vasos, cada um deles em pintura brilhante feita por WeiWei, têm cerca de 2.000 anos e datam do período da dinastia Han, na China.

(Reportagem de Zachary Fagenson)

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