Salão do Móvel de Milão será renovado para edição 2023
Os organizadores da 61ª edição do Salão do Móvel de Milão, que acontecerá entre 18 e 23 de abril de 2023, anunciaram nesta terça-feira (13) mudanças no formato dos pavilhões.
Depois de ser realizado em junho passado para garantir a plena participação de expositores e visitantes estrangeiros devido ao adiamento por causa da Covid-19, a próxima edição terá seu "modelo expositor" inovado e renovado, a começar pela Euroluce, bienal dedicada ao sistema de iluminação.
Segundo Maria Porro, presidente do Salão do Móvel, o novo formato da exposição da Euroluce focará na experiência de visitação para fomentar conexões entre marcas, designers e, especialmente, os milhares de visitantes.
A renovação "parte de uma luz cada vez mais ligada ao mundo da inovação, da arquitetura e da tecnologia". Com isso, os pavilhões serão cada vez mais tecnológicos e terão uma disposição diferente, não com ruas perpendiculares mas com um formato que permitirá uma visita em loop e em circuito.
Fora das salas de exposição haverá outras novidades com áreas comuns novas e revisitadas, dedicadas à tranquilidade dos visitantes. "O Salão do Móvel é um evento de negócios, mas também algo mais, fala sobre a cultura do design, sua perspectiva e novas tecnologias", explicou Porro.
Na Euroluce também haverá uma programação de eventos e exposições, de pequenas participações especiais que enriquecerão o novo layout do ponto de vista interdisciplinar. Além disso, terá muita arquitetura, grafismo e arte contemporânea.
"Trata-se de um grande investimento para a feira, que num momento complexo investe numa reflexão profunda sobre o futuro do modelo de feiras", acrescentou Porro.
Em 2023, os pavilhões ficarão todos em um nível e não haverá mais andar superior, na tentativa de facilitar as visitas. Outra novidade, o "Salone Satellite", dedicado a jovens talentos, estará dentro da Euroluce. O tema da próxima edição será "Para onde vai o design?" e as escolas dirão para onde o design irá.
"Sabemos que a guerra e o fechamento da China são elementos críticos, mas sabemos que Estados Unidos, Canadá e Índia são interlocutores importantes", concluiu a presidente. .