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Descoberta suposta continuação do quadro "A origem do mundo", de Courbet

7 fev 2013 - 17h19
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A revista francesa "Paris Match" publicou nesta quinta-feira uma tela que supostamenta é a continuação de "A origem do universo", célebre quadro do pintor realista Gustave Courbet que retrata o tronco de uma mulher nua e que está exposto no Museu D'Orsay.

Na tela, de 41 por 33 centímetros, é possível ver uma jovem com a cabeça reclinada para trás. O quadro foi comprado por um colecionador anônimo em um antiquário por 1.400 euros (US$ 1.900) em 2010.

Uma pesquisa de dois anos e uma inscrição na parte detrás da tela permitiu estabelecer que a pintura é a continuação da controvertida obra, feita em 1866 pelo francês Courbet, explicou a revista.

Segundo a publicação, o pintor, que não assinou a tela, teria camuflado suas iniciais invertidas (CG) na orelha da mulher retratada.

Embora ainda restem muitas incógnitas para revelar, acredita-se que a mulher nua que serviu de modelo para Courbet poderia ser Joanna Hiffernan, uma amante do pintor.

Além disso, confirmou-se que o quadro recém descoberto foi pintado entre 1858 e 1869 e os cortes nas bordas da obra fazem pensar que ele foi separado de uma tela maior, provavelmente de um original de uma só peça.

O anônimo proprietário do quadro se diz convencido de que a tela e o retrato de "A origem do mundo" fazem parte de um mesmo estudo do pintor, feito antes de "Mulher com papagaio", outra obra de conteúdo erótico assinada por Courbet e exposta no Metropolitan Museum of Art, em Nova York.

A "Paris Match" afirma que foi confirmado que os pigmentos e os pincéis utilizados no retrato coincidem com o quadro exposto no Museu d'Orsay desde 1995.

"A origem do mundo" foi comprado em 1866 por um diplomata otomano chamado Khalil-Bey, e após um périplo que até hoje não está claro, foi adquirido pelo psicanalista francês Jacques Lacan em 1955.

Após a morte de Lacan, em 1981, a obra passou para as mãos do Estado francês.

A ousadia de "A origem do mundo", que pode ter sido uma encomenda privada, fez com que o quadro ficasse de fora de uma grande retrospectiva sobre Courbert realizada em 1977, em Paris.

Inclusive quando começou a ser exibida no Museu d'Orsay, o quadro foi isolado em uma sala à parte e submetida à vigilância intensiva, pois a direção temia as reações que a obra poderia causar no público.

Courbet, cuja produção aborda temáticas diversas como cenas de caça, paisagens ou naturezas-mortas, era um "agitador por natureza", segundo descreve o Museu d'Orsay.

Retratar clérigos bêbados vagando por estradas rurais ou mulheres nuas fizeram com que Courbet fosse acusado de "indecência" e de ferir a moral religiosa.

Até hoje, a obra segue escandalizando: a rede social Facebook cancelou sem aviso prévio o perfil de um internauta francês que utilizou o controvertido quadro como sua foto de perfil.

EFE   
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