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Bienal de Arte de Veneza cria 'Praça Ucrânia'

Instalação foi projetada para dar voz a artistas ucranianos

18 abr 2022 - 11h49
(atualizado às 12h04)
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A Bienal de Veneza apresentou a "Praça Ucrânia", um espaço para dar voz aos artistas do país em guerra e que deve se tornar um dos destaques da 59ª Exposição Internacional de Arte.

Curadores do pavilhão da Ucrânia na 59ª Exposição Internacional de Arte participaram da criação da 'Praça' nos Jardins da Bienal de Veneza
Curadores do pavilhão da Ucrânia na 59ª Exposição Internacional de Arte participaram da criação da 'Praça' nos Jardins da Bienal de Veneza
Foto: Divulgação/Biennale Venezia / Ansa - Brasil

A instalação foi projetada pela arquiteta ucraniana Dana Kosmina e está no Spazio Esedra dos Jardins da Bienal sob curadoria de Borys Filonenko, Lizaveta German, Maria Lanko (todos curadores do pavilhão da Ucrânia no evento). O espaço conta ainda com a colaboração da Ukrainian Emergency Art Fund e da Victor Pinchuk Foundation.

Além de dar espaço para os ucranianos ou para aqueles que "querem exprimir solidariedade com a população ucraniana após a invasão brutal por parte do governo russo", a ideia da "Praça" é criar ainda um espaço que possa servir como um local de debate e apoio à cultura ucraniana.

O presidente da Bienal, Roberto Cicutto, afirmou que a reação de toda a organização assim que a guerra começou, em 24 de fevereiro, "foi imediata" e que "a nossa instituição deu apoio aos artistas e aos curadores".

"Para reconfirmar a colaboração entre as nossas instituições e as instituições ucranianas, Cecilia Alemani [curadora da 59ª Exposição] e os curadores do Pavilhão da Ucrânia uniram esforços para projetar a 'Praça Ucrânia', um espaço dedicado aos artistas ucranianos e a sua resistência à agressão", acrescentou Cicutto.

Alemani, por sua vez, afirmou que "em tempos de guerras brutais, como aquela que a Ucrânia está vivendo, parece quase impossível pensar a arte".

"Mas, talvez aquilo que a longa história da Bienal nos ensinou é que essa instituição está apta a ser um espaço de conversação, uma praça na qual o diálogo pode seguir adiante e na qual a arte pode surgir como instrumento para colocar em discussão a própria noção de identidade nacional e de política", pontuou a curadora.

Para Alemani, em seus 127 anos de história, o evento "registrou os tremores e as revoluções da história como um sismógrafo". A Bienal de Arte segue até o dia 27 de novembro deste ano. .

Ansa - Brasil
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