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Um homem descobriu que sua esposa consultava o ChatGPT para envenená-lo. Um novo processo contra a OpenAI

O autor da ação afirma que o ChatGPT agiu como um "cúmplice" e ajudou sua mulher a planejar seu assassinato

8 nov 2026 - 10h37
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Resumo
Um morador da Carolina do Norte processou a OpenAI e seu CEO, Sam Altman, alegando que o ChatGPT auxiliou sua esposa a planejar seu envenenamento e a ocultar o crime. Segundo a ação, a IA calculou doses letais e indicou como camuflar substâncias em bebidas. Apesar de o caso criminal contra a mulher ter sido arquivado por falta de provas físicas, a vítima acusa a empresa de negligência por falhas graves de segurança e ausência de moderação eficaz para bloquear planos violentos.
Veneno Chatgpt
Veneno Chatgpt
Foto: Xataka

Um morador da Carolina do Norte, nos EUA, entrou com uma ação judicial contra a OpenAI afirmando que o ChatGPT auxiliou sua esposa a planejar como envenená-lo… e depois a ocultar o crime. De acordo com os autos do processo, a mulher utilizou a ferramenta de inteligência artificial para pesquisar doses fatais de substâncias, calcular proporções com base no peso corporal e obter dicas sobre como disfarçar o veneno em bebidas energéticas.

Embora a Justiça tenha arquivado as acusações criminais contra a mulher por falta de provas físicas conclusivas, o autor da ação sustenta que a desenvolvedora falhou gravemente em suas medidas de segurança ao se comportar como um cúmplice que alimentou as desconfianças e paranoias da usuária.

Em entrevista ao USA Today, James Gates afirmou que jamais imaginou ver sua rotina tranquila passar por uma reviravolta tão assustadora. "Não somos diferentes de nenhuma outra família. Se pôde acontecer conosco, pode acontecer com qualquer um", desabafou.

Os argumentos jurídicos da acusação

A ação movida contra a OpenAI e seu CEO, Sam Altman, no Tribunal Superior do Condado de San Francisco, defende que a empresa deve ser responsabilizada civilmente pelas lesões e pela tentativa de homicídio sofrida pela vítima.

Gates acusa a companhia de negligência por disponibilizar no mercado um modelo "desprovido de salvaguardas técnicas adequadas e de um sistema de moderação capaz de identificar e barrar diálogos voltados ao planejamento de atos violentos".

O processo...

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