O novo inimigo das células cancerígenas sempre esteve no pomar da sua avó segundo nova pesquisa brasileira da USP
Fibras de duas frutas típicas do Brasil reduziram em até 90% a viabilidade de células de câncer colorretal em testes de laboratório. A descoberta ainda está no início, mas pode criar oportunidades para o desenvolvimento de novos ingredientes alimentícios a partir de frutas nativas brasileiras
Um estudo preliminar da USP revelou que fibras extraídas da pitanga e do cambuci reduziram em até 90% a viabilidade de células de câncer colorretal em testes de laboratório. A doença é o segundo tipo de câncer mais frequente no Brasil e causa cerca de 900 mil mortes anuais no mundo. Apesar de os resultados serem promissores para futuros tratamentos, a pesquisa ainda não foi publicada em revistas científicas e depende de fases posteriores de testes em animais e seres humanos.
O câncer está entre os principais desafios da pesquisa científica, e encontrar formas de combater a doença envolve investigar diferentes substâncias e mecanismos presentes na natureza. Algumas pistas, inclusive, podem estar mais perto do que imaginamos: em frutas que costumam estar presentes no quintal da casa da avó. Um estudo em fase inicial da Universidade de São Paulo (USP) identificou que fibras extraídas da pitanga e do cambuci reduziram em até 90% a viabilidade de células de câncer colorretal em experimentos de laboratório. A pesquisa ainda não foi publicada em nenhuma revista científica e não passou por testes em animais ou seres humanos, mas os resultados já despertam o interesse dos pesquisadores.
Fibras de pitanga e cambuci reduziram a sobrevivência de células cancerígenas em laboratório
O câncer colorretal é uma doença silenciosa que afeta o intestino grosso e o reto, e está entre os tumores que mais preocupam a comunidade médica. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), a doença é o segundo tipo de câncer mais comum entre homens e mulheres no Brasil e provoca cerca de 900 mil mortes por ano no mundo. Por isso, pesquisadores continuam investigando substâncias que possam ajudar a compreender melhor a doença para viabilizar novas abordagens de tratamento. Uma dessas pistas pode estar em componentes bastante comuns de duas frutas brasileiras: a pitanga e o cambuci.
O trabalho faz parte de um projeto do Instituto Nacional de Ciência e ...
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