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Ciência

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'Minilua' fará companhia à Terra até dezembro

Corpo celeste QQ8 entrou na órbita terrestre em abril

6 nov 2026 - 16h10
(atualizado às 16h56)
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Resumo
A Terra capturou temporariamente uma nova "minilua", o objeto celeste 2026 QQ8, que permanecerá em sua órbita até dezembro. Com cerca de dois metros de diâmetro, o corpo foi detectado após ser atraído pela gravidade terrestre e passará a uma distância segura de 568 mil quilômetros, sem risco de colisão. Observações confirmaram que se trata de um elemento de origem natural, possivelmente um asteroide, e não de lixo espacial.

A Terra capturou uma nova "minilua", que lhe fará companhia até dezembro: trata-se do 2026 QQ8, um corpo celeste com apenas dois metros de diâmetro, observado pela primeira vez em agosto, após ter entrado na órbita terrestre em abril.

2026 QQ8 foi identificado na órbita da Terra em agosto
2026 QQ8 foi identificado na órbita da Terra em agosto
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A descoberta foi anunciada pelo Minor Planet Center (Centro de Planetas Menores) da União Astronômica Internacional (IAU).

O objeto celestial leva 359 dias para completar uma órbita ao redor do Sol; ele se aproxima da Terra aproximadamente uma vez a cada dez anos, mas, desta vez, chegou perto o suficiente para ser capturado pela atração gravitacional do planeta.

Segundo o Minor Planet Center, durante esse período, a distância mínima entre o QQ8 e a Terra será de aproximadamente 568 mil quilômetros ? uma distância cerca de 177 mil quilômetros maior do que a que separa a Terra da Lua.

Mesmo na improvável eventualidade de o QQ8 se aproximar o bastante para entrar em rota de colisão com a Terra, o corpo celeste quase certamente seria destruído na atmosfera antes de atingir a superfície.

No entanto, a natureza do 2026 QQ8 não ficou clara de imediato: inicialmente, os astrônomos consideraram a possibilidade de se tratar de um fragmento de origem humana, talvez proveniente de um foguete ou satélite antigo.

Para confirmar a hipótese, foram realizadas observações adicionais utilizando o telescópio de 2,2 metros da Universidade do Havaí e o Lowell Discovery Telescope. Os resultados descartaram a chance de ser lixo espacial, apontando, em vez disso, para uma origem natural.

Portanto, o 2026 QQ8 poderia ser um pequeno asteroide, embora, por ora, o Minor Planet Center o classifique genericamente como um "objeto". 

Ansa - Brasil
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