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Smartphones feitos na Índia? Ambições de produção enfrentam obstáculos

2 out 2017 - 12h30
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As ambições da Índia de se tornar uma potência na fabricação de smartphones estão desmoronando por falta de mão-de-obra qualificada e fornecedores de peças, juntamente com um regime fiscal complexo, dizem executivos da indústria.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, defendeu uma campanha de produção, sob o slogan "Faça na Índia", para impulsionar a lenta economia e criar milhões de empregos. Entre os detalhes que ganharam as manchetes havia um plano para que os iPhones da Apple eventualmente fossem produzidos na Índia.

Três anos depois, enquanto executivos e burocratas se aglomeravam em um centro de convenções de Délhi para um congresso sobre telefonia móvel na semana passada, a Índia conseguiu apenas montar telefones com componentes importados.

Apesar dos fabricantes terceirizadas, como Foxconn Technology e a Flextronics Corp, terem estabelecido bases na Índia, um dos mercados de smartphones com crescimento mais rápido do mundo, quase nenhum dos conjuntos de chips de alto valor, câmeras e outros componentes de alta qualidade são produzidos no país.

De acordo com a empresa de pesquisa de tecnologia Counterpoint, embora os telefones sejam montados no país devido aos impostos sobre telefones importados, o conteúdo desses telefones produzidos localmente é restrito a fones de ouvido e carregadores - cerca de 5 por cento do custo de um dispositivo.

"Em vez de sentir que a Índia é um lugar onde eu deveria fazer os telefones celulares, é mais como se esse fosse o lugar que eu preciso para (montar) telefones, porque o imposto é menor se eu importar componentes e montá-los aqui", disse um executivo sênior de uma fabricante de smartphones chinesa, que não quis ser identificado.

Outros se referiram à falta de engenheiros qualificados e uma rede esparsa de fabricantes de componentes locais. Eles também citam disputas tributárias entre a Índia e empresas estrangeiras, como a Nokia.

"Nós precisamos de algum incentivo do governo para começar a produzir", disse o presidente da divisão indiana da fabricante chinesa de chips Spreadtrum, Neeraj Sharma. "Isso foi solicitado por que, sem esse impulso, nada está acontecendo".

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