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O que diz o estudo de Harvard sobre o estrago da IA no mercado de trabalho para jovens

Pesquisa mostra que IA generativa reduz contratações de trabalhadores em início de carreira

2 set 2025 - 17h10
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A adoção de inteligência artificial (IA) generativa nos EUA está afetando de forma desproporcional trabalhadores em início de carreira, segundo um estudo da Universidade de Harvard. A pesquisa analisou dados de currículos e anúncios de emprego que cobrem quase 62 milhões de trabalhadores em 285 mil empresas entre 2015 e 2025.

Estudo de Harvard mostra que IA generativa reduz contratações de juniors, favorecendo profissionais experientes
Estudo de Harvard mostra que IA generativa reduz contratações de juniors, favorecendo profissionais experientes
Foto: Marcelo Camargo/Marcelo Camargo/Agência Brasil / Estadão

Os autores Seyed M. Hosseini e Guy Lichtinger identificaram que, a partir do primeiro trimestre de 2023, houve uma queda significativa na contratação de trabalhadores em início de carreira (conhecidos como "juniors") em empresas que adotaram IA generativa, enquanto o cargo sênior continuou a crescer.

Por setores, a substituição de tarefas rotineiras foi mais intensa no varejo, enquanto as áreas de informação e serviços profissionais tiveram efeitos menores, embora visíveis.

O estudo amplia o conceito de mudança tecnológica que beneficia habilidades específicas, mostrando que a tecnologia não afeta apenas o nível de conhecimento, mas também a experiência, favorecendo profissionais mais experientes em comparação com jovens em início de carreira.

Além da queda de contratações, as empresas valorizam o conhecimento prático acumulado pelos seniors, que é menos substituível por IA do que o conhecimento codificado, mais comum entre juniors.

Os resultados indicam potenciais efeitos de longo prazo, incluindo menos oportunidades de crescimento na carreira para recém-formados e aumento da desigualdade de renda ao longo da carreira, reforçando a necessidade de políticas de treinamento e qualificação.

O estudo ainda evidencia que a adoção de IA pode acelerar a concentração de empregos de entrada em grupos de elite educacional, enquanto formados de universidades intermediárias enfrentam maiores dificuldades para ingressar no mercado.

No mês passado, outro estudo, dessa vez da Universidade Stanford, mostra que a vida de jovens programadores também piorou com a IA. Entre 2022 e 2025, as vagas para trabalhadores de 22 a 25 anos caíram até 20% em áreas como desenvolvimento de software, contabilidade e call center.

Profissionais mais experientes encontraram cenário estável ou favorável, enquanto funções menos tecnológicas, como auxiliares de enfermagem e cuidadores, tiveram aumento nas oportunidades. O levantamento aponta que o conhecimento codificado dos jovens é mais substituível por IA, enquanto o conhecimento prático dos experientes permanece valorizado.

Estadão
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