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Meta é acusada de roubar mais de 2 mil filmes pornôs para treinar IA; multa pode chegar a R$ 2 bi

Strike 3 Holdings e Counterlife Media afirma que a Meta 'violou de forma intencional e deliberada' ao menos 2.396 filmes com direito autorais; empresa de Zuckerberg não se manifestou

21 ago 2025 - 19h10
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A Meta foi acusada de usar 2.396 filmes pornográficos para treinar sua inteligência artificial (IA). As produtoras Strike 3 Holding e a Counterlife afirmam que a empresa de Mark Zuckerberg "violou de forma intencional e deliberada" vídeos com direitos autorais desde 2018.

O processo foi movido na California na sexta-feira, 15. As duas empresas buscam indenizações que podem chegar a US$ 359 milhões (R$ 1.966 bilhão).

A Strike 3 é a litigante de direitos autorais mais ativa em todos os Estados Unidos, segundo a plataforma TorrentFreak. Na maioria dos casos, a produtora aciona pessoas que fazem o download do conteúdo por meio do BitTorrent e os compartilha de graça na internet.

O caso também envolve o uso não autorizado do BitTorrent, um método de baixar e compartilhar arquivos online.

Segundo o processo, a dona do Facebook e WhatsApp baixou, de forma consciente, filmes "de fontes piratas com finalidade de adquirir conteúdo para treinar seu Meta Movie Gen, o modelo de linguagem LLaMA, assim como vários outros modelos de IA da Meta que dependem de conteúdo em vídeo para treinamento".

Isso sugere que além de baixar, a empresa também os compartilhava de volta. A tese se baseia no funcionamento do BitTorrent: quanto mais alguém compartilha arquivos com outras pessoas, mais rápido consegue fazer downloads.

"A Meta fez a escolha deliberada de semear os filmes dos autores para se beneficiar de velocidade de download mais rápida, de modo a poder infringir outros conteúdos, aumentando sua velocidade de download", diz a denúncia.

Ou seja, as empresas alegam que a Meta "estava especificamente ciente desse problema" e preferiu distribuir os vídeos protegidos por direitos autorais mesmo assim. A alternativa era comprar uma licença de uso.

As duas produtoras descobriram as infrações depois que o hábito da Meta em usar o BitTorrent ficou público. Além disso, a gigante foi processada por vários escritores por causa de direitos autorais em livros que também foram usados ilegalmente para treinar a sua IA. Nesse caso, a Meta reconheceu que pegou conteúdo de sites piratas, segundo o TorrentFreak.

Estadão
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