Mais da metade dos brasileiros não fica mais de uma hora longe do celular
Pesquisa foi realizada pela empresa de pesquisa Hibou; número caiu em comparação a 2020, quando a porcentagem era de 79%
Um estudo da empresa de pesquisa Hibou mostrou que 56% dos brasileiros não conseguem ficar longe do celular por mais de uma hora. O número pode ser alto, mas caiu em relação a 2020, quando a porcentagem era de 79%. Na época, porém, havia o contexto do isolamento social causado por conta da pandemia de covid-19.
O número de brasileiros que “perde a noção do tempo” quando usa o celular, no entanto, aumentou de 60% para 65% entre 2020 e 2022.
Para 54% dos entrevistados, o acesso é constante e acontece durante todo o dia. Mas 33% deles usam o aparelho pela noite, 6% à tarde e 6% pela manhã. Apenas 1% relataram usar o celular de madrugada. Além disso, 62% usam o celular como despertador e 55% só fazem fotos e vídeos com ele.
Atividades mais realizadas
Entre os participantes da pesquisa, a atividade mais realizada enquanto estão no aparelho é navegar pelas redes sociais, prática relatada por 89% dos entrevistados. Mas outros serviços também se destacam, como usar apps de banco (62%), checar e-mails (49%), fazer ligações (48%), comprar e pedir delivery (45%), ouvir música (44%), e outras atividades.
Veja a ordem:
- Navegar em redes sociais (89%);
- Usar apps de banco (62%);
- Checar e-mails (49%);
- Fazer ligações (48%);
- Comprar e pedir delivery (45%);
- Ouvir música (44%);
- Consultar mapas e meteorologia (43%);
- Fazer compras para si mesmo (41%);
- Comprar itens para a casa (33%);
- Assistir séries e filmes (25%);
- Jogar games (21%);
- Ouvir podcasts (17%);
- Fazer videoconferências (14%).
Para a coordenadora da pesquisa e sócia da Hibou, Ligia Mello, o smartphone "é a extensão do corpo do brasileiro". "A democratização do acesso aos aparelhos e à internet móvel possibilita aos usuários rápido acesso a informações diversas e maior interação via redes sociais ou aplicativos de mensagens”, disse.
Como exemplos, o app iFood cresceu de 59,2% em 2020 para 67,9% na adoção do público, enquanto o Rappi caiu de 8,8% para 7,8%. A Uber, que era usada para transportar objetos também na pandemia, caiu de 16,3% para 3,3%.
Na pesquisa, consta ainda as marcas de celulares mais usadas pelos brasileiros. Em primeiro lugar, está a Samsung (43%), seguida da Apple (20%), Motorola (17%), Xiaomi (9,8%) e LG (6,5%).