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Fim das senhas é possível e significa um futuro mais acessível

Decorar ou gerenciar senhas é um problema para diversas pessoas com deficiência; mas essa realidade está prestes a mudar

14 mar 2023 - 05h00
(atualizado às 11h38)
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 Sobre fundo preto, um celular bloqueado está na mão de uma pessoa. Na tela, há um teclado numérico onde se digita a senha.
Sobre fundo preto, um celular bloqueado está na mão de uma pessoa. Na tela, há um teclado numérico onde se digita a senha.
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Se você não usa senhas fáceis e iguais para diferentes serviços, provavelmente conhece quem faça isso. Deveríamos criar senhas fortes, diferentes, com letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos. Mas essa não é uma tarefa fácil para muitas pessoas. Felizmente,  um mundo sem senhas é uma realidade próxima e vai trazer benefícios para a acessibilidade.

Somos incentivados a criar pelo menos um nome de usuário e uma senha para inúmeros sites e aplicativos. Já nem sei mais quantas contas já criei na internet. 

Não é difícil de imaginar que nem todo mundo lembra das suas credenciais ou tem o cuidado de guardá-las em um local seguro, como um gerenciador de senhas, que funciona como um cofre digital.

Alguns públicos são ainda mais afetados, como pessoas com baixa alfabetização digital, com deficiências cognitivas, de aprendizagem e idosos. Memorizar uma sequência de caracteres, para eles, pode ser uma tarefa extremamente complicada.

As soluções mais comuns para lembrar das senhas não são seguras e práticas. De acordo com o consórcio W3C, que define padrões para a internet, as alternativas incluem:

• Olhar ou ouvir a senha várias vezes para copiá-la ou digitá-la em um campo de formulário.

• Reutilizar uma única senha ou usar uma senha simples de lembrar.

• Armazenar senhas de forma insegura, como em pedaços de papel.

A verdade é que já existem métodos alternativos às senhas. Alguns serviços enviam códigos por e-mail ou mensagem. Outros permitem que você use a impressão digital ou o rosto.

A grande questão é que a maioria das formas de segurança exige a criação de uma senha. Mas por pouco tempo, já que uma iniciativa da Aliança Online de Identidade Rápida (FIDO, na sigla em inglês) e do consórcio W3C já está sendo implementada para acabar com as senhas.

Na prática, você só precisa de um dispositivo, como computador e um celular, para entrar na sua conta. É ele quem vai desbloquear o acesso. Você pode usar, por exemplo, o reconhecimento facial ou a impressão digital. O sistema então cria uma chave de acesso única (passkey) para cada site ou aplicativo que você tiver uma conta e salva essa chave de forma segura.

A senha, nesse caso, se torna invisível, já que você não precisa se lembrar dela e nem salvar em nenhum lugar. Google, Apple e Microsoft já começaram a implementar a novidade.

Recentemente, o gerenciador de senhas 1password também anunciou suporte às chaves de acesso. Os usuários poderão escolher se querem desbloquear sua conta sem o uso das senhas tradicionais.

Agora, os aplicativos, sites e serviços precisam adicionar esse método como forma de acessar uma conta. Um futuro sem senhas não é só prático e conveniente para todas as pessoas. É também uma forma de dar autonomia, independência e acessibilidade para pessoas com e sem deficiência.

Fonte: Redação Byte
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