Empolgação com OpenClaw faz ações da Raspberry Pi dispararem mais de 40%
O Raspberry Pi não executa grandes modelos de IA; ela atua mais como um orquestrador
Quando pensamos em inteligência artificial, geralmente imaginamos dois caminhos muito claros: pagar uma assinatura mensal de um grande chatbot na nuvem ou montar um computador potente capaz de executar modelos locais, com todas as suas limitações. Essa é a imagem mental que muitos de nós temos.
No entanto, o que está acontecendo nestes dias com a Raspberry Pi (empresa britânica que produz computadores de placa única e de baixo custo) nos obriga a ajustar essa ideia. Segundo a Reuters, suas ações registraram recentemente uma alta de 43%, motivadas principalmente pelo interesse do público no OpenClaw, um agente de IA que não exige um equipamento caríssimo para começar a funcionar. E é aí que começa o que realmente é interessante.
Antes de entrar nos detalhes técnicos, convém esclarecer do que estamos falando. O OpenClaw não é um chatbot tradicional, mas sim um agente de IA, ou seja, um sistema capaz de executar ações por conta própria, desde rodar scripts até interagir com serviços externos. A ideia que circula é que, se esses agentes autônomos se popularizarem, muitos usuários poderão acabar recorrendo a dispositivos físicos como os fabricados pela Raspberry Pi para utilizá-los, como também aponta a Bloomberg.
O ponto central é que, nesse tipo de configuração, o modelo grande costuma ser executado em servidores na nuvem, enquanto o dispositivo local atua como coordenador: chama APIs, mantém a sessão ativa e executa tarefas no ambiente do usuário. Também existem configurações ...
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