China acaba de instalar maior canhão de sua história na proa de um navio, e isso só pode dizer uma coisa
Pequim está preparando tabuleiro de xadrez para objetivo específico
O equilíbrio militar na Ásia baseava-se, por muito tempo, numa premissa subentendida: a superioridade tecnológica e operacional dos Estados Unidos era inquestionável. Hoje, essa premissa já não é dada como certa e cada novo movimento na região nos obriga a recalcular tempos, capacidades e margens de manobra.
Porque a China está tomando o espaço.
Canhão como sintoma
O aparecimento de um canhão naval chinês de 155 mm, sem precedentes, montado num navio de testes, não é um detalhe isolado, mas sinal de uma tendência muito mais ampla: Pequim está expandindo sistematicamente o alcance e a versatilidade de seu poder naval em cenários litorâneos.
Estamos falando de uma arma que, com quase 22 toneladas de peso e capacidade para disparar munição guiada, representa um salto de calibre em comparação com os atuais 130 mm da Marinha Chinesa e visa diretamente fortalecer a capacidade de apoio de fogo em operações anfíbias, especialmente num cenário hipotético em Taiwan.
Mais alcance, mais precisão, mais poder de fogo
O salto para 155 mm não é apenas uma questão de tamanho, mas de ecossistema tecnológico. Esse calibre abre as portas para projéteis guiados, munições de alta velocidade e até mesmo desenvolvimentos futuros que podem oferecer alternativas mais baratas e sustentáveis aos mísseis em certos contextos, algo que os Estados Unidos também exploraram com resultados mistos.
A China parece estar aprendendo com os tropeços americanos (como o Zumwalt e seus projéteis de custo proibitivo) e ...
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