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Foi pioneira no ensino, mas nem tudo são flores: o lado sombrio da educadora Maria Montessori e como ela queria criar a criança perfeita

Pedagoga italiana ficou famosa por criar método de ensino, mas também tinha uma visão controversa sobre pessoas "anormais"

14 abr 2026 - 15h48
(atualizado às 17h20)
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Foto: Xataka

A educadora italiana Maria Montessori (1870-1952) é mundialmente reconhecida por seu inovador modelo educacional, que lhe rendeu inúmeros admiradores. Pais e professores valorizam seu método, que se concentra no desenvolvimento individual de crianças e jovens. Na visão de Montessori, para que uma criança consiga aprender e se desenvolver, ela precisa de um ambiente que atenda às suas necessidades.

De acordo com o site oficial de Montessori, "o objetivo da pedagogia Montessori é promover o crescimento individual de crianças e jovens de maneira que aprendam de forma livre e holística e, ao mesmo tempo, reconheçam seu lugar no mundo". No entanto, existe um lado sombrio dessa educadora visionária, o qual tem sido menos explorado.

A sombra de Montessori

Em seu livro A longa sombra de Maria Montessori (2024), a pedagoga Sabine Seichter revela que Montessori sustentava ideias radicais sobre eugenia e teoria racial. Segundo a autora, ela buscava formar crianças capazes, não apenas intelectual e moralmente, mas também fisicamente. Seichter afirma que Montessori queria criar a "criança perfeita", de acordo com o ideal do homem branco europeu.

De acordo com o veículo Deutschlandfunk Kultur, o livro de Seichter mostra que, na concepção de Montessori, existiam pessoas "normais" e "anormais", e ela qualificava crianças com deficiências como "monstros" ou "parasitas da sociedade". Segundo a autora, Montessori estava convencida de que essas crianças deveriam ser separadas das chamadas ...

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