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Educador canino Hugo Fernández alerta: "Pensar que um cachorro tem todas as suas necessidades atendidas com 20 minutos de passeio é um absurdo"

Muitos tutores obrigam os cães a se adaptar ao seu ritmo de vida, sem se perguntar se ele é o mais adequado para seus animais de estimação

19 jul 2026 - 12h07
(atualizado às 17h19)
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Educador canino
Educador canino
Foto: En clave de can (Instagram), Wirestock (Magnific) / Xataka

Conviver com um cachorro vai muito além de encher seu pote de comida ou levá-lo para passear duas vezes por dia. Estamos cada vez mais conscientes de que o bem-estar desses animais também depende de fatores como estímulo mental, exercício físico e a possibilidade de desenvolver comportamentos próprios da espécie. Ainda assim, muitas das rotinas que consideramos normais estão longe de atender às suas reais necessidades.

A vida nas cidades também mudou a forma como convivemos com nossos animais de estimação. Jornadas de trabalho longas, pressa e falta de tempo fazem com que, em muitos casos, adaptemos o cachorro ao nosso ritmo de vida, em vez de nos esforçarmos para compreender do que ele realmente precisa.

Foi justamente sobre esse tema que o educador canino Hugo Fernández refletiu durante uma entrevista recente ao podcast Seres Mortales, na qual explicou os erros mais frequentes cometidos por tutores de cães em ambientes urbanos. Na conversa, o especialista espanhol toca em um ponto que a maioria dos donos nem sequer considera: a vida que seus cães levam tem muito pouco a ver com aquela para a qual eles foram feitos.

É uma bomba-relógio

Fernández, que trabalhou com milhares de cães ao longo da carreira, aponta diretamente o ritmo das cidades como a origem de boa parte dos problemas de comportamento que observa em seus atendimentos. "O maior erro que os tutores cometem com seus cães é enfiá-los em um ambiente urbano com um ritmo frenético", afirma na entrevista.

Para o ...

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