Queijo parmesão corre risco de extinção devido ao calor extremo
Com temperaturas máximas acima dos 40 graus, as vacas produzem menos leite e o pasto deixa de crescer
O verão na Europa começou com uma onda de calor que afeta todo o continente — e os especialistas já alertam que outra ainda pior está a caminho. As temperaturas extremas não afetam apenas os seres humanos; os animais também sofrem com elas, o que está causando grandes prejuízos a um setor muito importante na Itália: o da produção de queijo parmesão.
Segundo a agência Reuters, o calor extremo está ameaçando a produção do queijo italiano mais famoso. As temperaturas máximas, que chegam a ultrapassar os 40 graus, fazem com que as vacas comam menos, passem mais tempo deitadas e, consequentemente, produzam menos leite, o principal ingrediente desse queijo. A queda na produção pode chegar a 10%.
Há algumas décadas, os pecuaristas precisavam apenas abrir as janelas dos estábulos durante a noite para ajudar o gado a suportar melhor o calor. Hoje, isso já não é suficiente. As janelas permanecem abertas o tempo todo e alguns produtores instalaram ventiladores com nebulizadores de água para reduzir ainda mais a temperatura.
O problema da instalação desses ventiladores é que as fazendas viram a conta de luz aumentar. A situação também afeta as empresas que armazenam as rodas de parmesão, cujos sistemas de climatização elevaram o consumo de energia em até 30% para manter a temperatura ideal de conservação. Mas os custos vão além da própria refrigeração.
Giancarlo Ravanetti é diretor de uma dessas instalações, conhecidas como "Banco do Parmigiano", onde são armazenadas meio milhão de rodas ...
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