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Ciência

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Princesas do antigo Egito usavam armas há 4.000 anos, de acordo com pesquisadores

Ossos encontrados revelaram prática intensa

17 jul 2026 - 13h40
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Hieroglifos
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Foto: Unsplash/The New York Public Library / Xataka

Durante décadas, arqueólogos acreditaram que as armas encontradas nos túmulos de algumas princesas do Antigo Egito eram apenas símbolos de status ou objetos cerimoniais. Agora, um novo estudo sugere que elas eram muito mais do que isso: as mulheres da realeza realmente sabiam manusear esses equipamentos e participavam de atividades físicas exigentes, como arco e flecha e caça.

A pesquisa, publicada na revista Frontiers in Environmental Archaeology, analisou os restos mortais de seis membros da realeza do Reino Médio do Egito, que viveram entre cerca de 1850 e 1700 a.C. As múmias haviam sido descobertas no complexo funerário de Dahshur no fim do século XIX, mas permaneceram desaparecidas por décadas até serem reencontradas no Museu Egípcio durante um projeto de catalogação em 2020.

Ossos das mulheres estavam gastos

Entre os indivíduos estudados estavam quatro irmãs, filhas do faraó Amenemhat II: as princesas Ita, Khenmet, Itaweret e uma quarta mulher que pode ter sido a princesa Sathathormeryt. Seus túmulos continham arcos, flechas, maças e até um punhal finamente trabalhado, objetos tradicionalmente associados a guerreiros do sexo masculino.

A análise dos ossos revelou que essas armas provavelmente não eram apenas itens simbólicos. As princesas apresentavam marcas de inserção muscular muito desenvolvidas nos braços e ombros, um indicativo de que realizavam movimentos repetitivos e intensos ao longo da vida, compatíveis com o uso de arcos, flechas e outras armas.

A princesa Ita, ...

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