Depois dos 50 anos de idade, a musculação é essencial para evitar a perda de massa muscular; especialistas dizem que 60 minutos por semana bastam
Com uma hora de treino por semana, o risco de morte por doenças cardiovasculares cai 19%
Ao longo de décadas, a principal recomendação médica e popular para as pessoas acima dos 50 anos foi caminhar todos os dias ou até praticar natação, por ser um exercício realmente completo. Mas hoje sabemos que essas atividades são insuficientes se quisermos garantir uma boa qualidade de vida ao nos aproximarmos da terceira idade.
O treinador espanhol Álvaro Puche, formado em Ciências da Atividade Física e do Esporte, afirma que "nem nadar, nem caminhar. A partir dos 50 anos, é absolutamente necessário fazer musculação".
À primeira vista, isso pode soar radical para quem associa o levantamento de pesos apenas ao fisiculturismo. Mas as evidências científicas atuais dizem que Puche está certo.
O principal argumento para trocar a piscina pelos halteres tem um nome clínico: sarcopenia, que nada mais é do que a perda de massa muscular, com todas as consequências que isso acarreta. Esse processo de perda muscular começa a partir da terceira década de vida e acelera de forma significativa depois dos 50 anos.
Caminhar ou nadar em intensidade moderada são excelentes exercícios para a saúde cardiovascular, mas não geram o estímulo necessário para frear a perda de massa muscular. O treinamento de força, por outro lado, é a estratégia com maior respaldo clínico para retardar e até reverter a sarcopenia. E quanto antes esse processo for combatido, melhor.
A ciência respalda a necessidade de levantar peso na maturidade. E não estamos falando de resultados isolados: um grande estudo ...
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