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Dinamarca tem um plano contra deepfakes: proteger a voz e o rosto de seus cidadãos da inteligência artificial

Se uma IA pode imitá-lo com alguns cliques, quem o protege? Dinamarca propôs uma solução

29 out 2026 - 09h09
(atualizado às 10h18)
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Resumo
A Dinamarca apresentou um projeto de lei para criminalizar a distribuição de imitações digitais realistas da voz ou da imagem de qualquer pessoa sem seu consentimento. A proposta busca reformar a lei de propriedade intelectual até o início de 2027 para proteger tanto cidadãos comuns quanto artistas contra deepfakes gerados por inteligência artificial, um desafio crescente diante da facilidade de criação desses conteúdos e da baixa eficácia dos métodos humanos e automáticos de detecção.
Imagem | eimoberg
Imagem | eimoberg
Foto: Imagem | eimoberg / Xataka

Uma foto de alguém que se parece com você, mas não é você (como aquela tendência vergonhosa de despir mulheres com o Grok que viralizou no X) ou uma gravação de áudio usando sua voz para um golpe são apenas alguns exemplos comuns hoje em dia de como a inteligência artificial brinca com nossa identidade.

Diversas celebridades já tomaram medidas e usaram marcas registradas para proteger sua imagem e voz: Matthew McConaughey já obteve o registro de suas marcas e Taylor Swift entrou com pedidos de registro, segundo a Forbes. Mas e as pessoas comuns? A Dinamarca apresentou um projeto de lei para tornar ilegal o compartilhamento dessas imitações sem permissão.

Minha imagem e minha voz, meu direito

O que o país nórdico pretende é tornar ilegal a distribuição de imitações digitais realistas da aparência ou da voz de uma pessoa sem o seu consentimento. Como? Com uma reforma da lei de propriedade intelectual que proteja tanto os cidadãos comuns quanto os artistas. Por enquanto, trata-se de um projeto de lei em análise, mas o ministério quer que ele entre em vigor no início de 2027.

Por que isso importa?

O olho humano há muito tempo não é confiável para discernir o que é uma imagem real e o que não é, então, na prática, é muito fácil criar um deepfake e muito difícil reconhecê-lo. Detectores automáticos também não são a solução definitiva: testes mostram que, quando confrontados com deepfakes reais de redes sociais, o desempenho de modelos de código aberto cai em até 50%.

O que a Europa ...

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