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Ciência

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SpaceX adia teste de voo da Starship; 'pino hidráulico não retraiu', diz Musk

Decolagem deveria ter ocorrido nesta quinta-feira, 21, a partir de plataforma de lançamento no sul do Texas

21 mai 2026 - 21h13
(atualizado às 22h01)
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A SpaceX, empresa de foguetes do bilionário Elon Musk, adiou o lançamento da versão mais recente de seu foguete Starship, que estava previsto para ocorrer nesta quinta-feira, 21, às 20h30 (horário de Brasília). Uma nova tentativa deve ser feita nesta sexta-feira, 22.

O teste de voo antecede a entrada da SpaceX na bolsa de valores Nasdaq, em um contexto de grandes expectativas para a empresa espacial.

Na transmissão do lançamento, poucas informações foram dadas sobre o que levou ao adiamento. A transmissão pausou e reiniciou o cronômetro que fazia a contagem regressiva em 40 segundos para o lançamento diversas vezes até, por fim, ser confirmado o adiamento.

O fundador da companhia, Elon Musk, explicou na rede social X que houve um problema técnico. "O pino hidráulico que mantém o braço da torre no lugar não retraiu. Se isso puder ser consertado esta noite, haverá outra tentativa de lançamento amanhã às 5:30 CT", escreveu Musk. Ele não especificou se a nova tentativa será realizada pela manhã ou durante a noite - ou seja, às 8h30 ou às 20h30, no horário de Brasília.

Caso a nova tentativa dê certo, o teste será realizado dois dias depois de a SpaceX ter apresentado aos reguladores financeiros dos Estados Unidos seu pedido para listar suas ações em bolsa, provavelmente em junho, no que pode se tornar uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) recorde.

A intenção era de que o lançamento mostrasse os avanços da SpaceX no desenvolvimento da Starship, peça-chave tanto dos planos ambiciosos da empresa quanto do programa da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos EUA (Nasa) para o retorno à Lua.

Este será o 12º voo da Starship, o primeiro em sete meses. A versão atual do veículo tem cerca de 124 metros de altura, maior que a anterior.

Como será o teste?

A SpaceX informou que não tentará recuperar o propulsor do foguete, uma manobra espetacular já realizada em testes anteriores. Em vez disso, ele deverá cair nas águas do Golfo do México.

O estágio superior do foguete deve lançar uma carga útil composta por 20 satélites fictícios e dois "satélites Starlink especialmente modificados", equipados com câmeras para analisar o escudo térmico da nave.

A missão está prevista para durar cerca de 65 minutos após a decolagem. Nesse período, a estrutura superior seguirá em trajetória suborbital e deve pousar no Oceano Índico, se tudo ocorrer como planejado.

As missões mais recentes da Starship terminaram com sucesso, mas testes anteriores acabaram em explosões - incluindo ocorrências sobre o Caribe e outra após atingir o espaço.

Em junho de 2025, a parte superior explodiu durante um teste em solo. A missão avança apesar de um acidente recente com um trabalhador, que teria morrido após cair de um andaime na base no Texas, segundo relatos.

Apostas

O teste ocorre em um momento crucial para a SpaceX. A empresa tem contrato com a Nasa para desenvolver uma versão modificada da Starship que servirá como sistema de pouso na Lua. O programa Artemis, da Nasa, tem como objetivo levar novamente astronautas à Lua, enquanto a China se prepara para sua primeira missão tripulada prevista para 2030.

Diante do atraso do setor privado, cresce a inquietação no governo Trump, em meio a temores de que os EUA possam não ser os primeiros nessa nova corrida espacial. Tanto a SpaceX quanto sua rival Blue Origin, de Jeff Bezos, que também disputa o desenvolvimento de um módulo de pouso lunar, têm reorientado suas estratégias para priorizar projetos ligados à Lua.

A Nasa pretende testar em 2027 um encontro em órbita entre a nave espacial e um ou dois módulos lunares e realizar um pouso tripulado antes do fim de 2028. No entanto, especialistas do setor demonstram ceticismo quanto à capacidade da SpaceX e da Blue Origin de cumprir esses prazos.

Um dos principais desafios é demonstrar a capacidade de reabastecimento em órbita com propelente super-resfriado - uma etapa essencial, mas ainda não testada, para missões ao espaço profundo. / COM INFORMAÇÕES DA AFP

Estadão
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