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Realidade Aumentada: o que é, como funciona e exemplos práticos

Tecnologia que permite a integração de elementos digitais no mundo real está sendo usada em várias áreas, não apenas em games

11 out 2023 - 05h00
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O aplicativo Pokémon GO é um bom exemplo dos usos da realidade aumentada, criando experiências lúdicas e que podem reduzir o estresse em situações como pré-operatórios (Imagem: Tumisu/Pixabay/CC0 1.0)
O aplicativo Pokémon GO é um bom exemplo dos usos da realidade aumentada, criando experiências lúdicas e que podem reduzir o estresse em situações como pré-operatórios (Imagem: Tumisu/Pixabay/CC0 1.0)
Foto: Canaltech

Imagine a sua experiência cotidiana sendo intensificada por meio de uma tecnologia virtual e interativa. Este é o intuito da realidade aumentada (RA), que aperfeiçoa em uma dimensão maior o mundo real.

Para criar essa experiência, a tecnologia RA usa elementos digitais no campo visual, auditivo e sensorial, assimilando da melhor forma possível esses sentidos para as sensações sentidas na vida real. 

Um dos exemplos mais famosos de RA nos últimos anos foi o popular jogo Pokémon Go, lançado em 2016. A funcionalidade de realidade aumentada neste game é chamada Retrato Go (Go Snapshot, em inglês). 

No videogame, o jogador deve procurar e capturar diferentes personagens da saga japonesa. Em seu auge, o game atingiu a marca de 45 milhões de usuários diários ativos.

Mas, não é só no universo dos games que a realidade aumentada é implantada. Esta tecnologia vem sendo usada em diversas vertentes. 

Realidade aumentada utiliza câmeras, sensores e softwares para sobrepor elementos virtuais aos elementos do mundo real, proporcionando uma experiência imersiva e interativa.
Realidade aumentada utiliza câmeras, sensores e softwares para sobrepor elementos virtuais aos elementos do mundo real, proporcionando uma experiência imersiva e interativa.
Foto: Telesíntese

O que é Realidade Aumentada?

A definição objetiva de realidade aumentada vem do inglês, onde recebe o nome de Augmented Reality (AR).

É uma tecnologia que utiliza câmeras, sensores e softwares para sobrepor elementos virtuais aos elementos do mundo real, proporcionando uma experiência imersiva e interativa.

Seu objetivo é enriquecer a percepção do usuário, proporcionando informações adicionais, entretenimento e facilitando a interação com o mundo digital de forma integrada ao mundo físico.

A RA adiciona elementos digitais ao mundo real. É uma sobreposição de informações digitais em exibições do ambiente físico.

O desenvolvimento da Realidade Aumentada aconteceu em 1962, com o investigador Ivan Sutherland. Ele elaborou um capacete de visão ótica direta para visualizar objetos 3D no ambiente real. Mas, oficialmente, o termo só foi idealizado em 1992 pelo cientista Thomas P. Caudell, durante o desenvolvimento de um dos aviões mais famosos do mundo: o Boeing 747. 

Ao observar que os operários perdiam muito tempo interpretando as instruções da montagem da aeronave, pensou em criar um monitor que os guiasse durante a instalação.

A invenção não foi bem-sucedida, mas foi nesse momento que nasceu o conceito de Realidade Aumentada. 

Foi em meados de 2018 que as apostas tecnológicas na ideia começaram a apresentar resultados claros. Consequentemente, a tecnologia passou a ser inserida em indústrias e empresas. 

A ferramenta é capaz de modernizar os mais diversos processos, do mundo corporativo aos jogos. Por isso a RA vem sendo bastante adotada como um investimento na infra-estrutura das empresas, assim como a inteligência artificial e a robótica. 

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Segundo uma pesquisa divulgada em dezembro de 2020 pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), pode-se constatar que 54% das empresas com até três tecnologias integradas aos seus processos de produção, tiveram, durante todo o ano que passou, lucro igual ou maior que o período antes da pandemia, enquanto aquelas que não adotaram nenhum sistema apresentaram uma queda de 47%. 

Ou seja: é notável que a chegada da pandemia refletiu no desenvolvimento da tendência — e permitiu e impulsionou melhores resultados no trabalho. 

Qual a diferença entre Realidade Virtual e Aumentada?

A realidade aumentada (RA) e realidade virtual (RV) estão intimamente relacionadas, mas não são a mesma coisa, diz a empresa de segurança digital Karpesky. 

  • Realidade Virtual (VR): oferece experiências imersivas que isolam o usuário do mundo real. Ela é alcançada por meio de um headset e fones de ouvido projetados para criar ambientes digitais totalmente imersivos.
  • Realidade Aumentada (RA): a RA, por outro lado, adiciona elementos digitais ao mundo real, permitindo interação limitada. É uma sobreposição de informações digitais em exibições do ambiente físico.

“O termo guarda-chuva para RV e RA é realidade expandida (RE). O mercado global para hardware, software e serviços de RE está crescendo ano a ano. Mas o crescimento rápido dessas tecnologias também tem feito alguns consumidores refletirem sobre as questões de privacidade e segurança que levantam”, alerta a Karpesky.

Quais são os tipos de Realidade Aumentada?

Como já foi citado, a realidade aumentada pode ser aplicada em diversos segmentos, desde games até o setor industrial. 

Existe a RA baseada em marcadores e sem marcadores. Parece confuso? Vamos explicar:

  • Realidade Aumentada Baseada em Marcadores: usa imagens-alvo, conhecidas como marcadores, para posicionar objetos no ambiente. O reconhecimento de imagem identifica esses marcadores programados no aplicativo ou aparelho de RA, permitindo que ele determine a posição e orientação da câmera e insira imagens RA no local correto.
  • Realidade Aumentada Sem Marcadores: esta não requer imagens-alvo para posicionar objetos no ambiente. O aparelho usa dados de reconhecimento, como cores e padrões, para identificar os objetos à medida que aparecem na tela. Com base nessas informações, o equipamento se orienta usando acelerômetro, GPS e bússola para sobrepor o objeto desejado em um ambiente real.
Apple deve tirar proveito de sua sólida plataforma de realidade aumentada já encontrada em produtos como iPhone e iPad para expandir disponibilidade de jogos e aplicativos, tornando headset mais atraente ao público (Imagem: Reprodução/Apple)
Apple deve tirar proveito de sua sólida plataforma de realidade aumentada já encontrada em produtos como iPhone e iPad para expandir disponibilidade de jogos e aplicativos, tornando headset mais atraente ao público (Imagem: Reprodução/Apple)
Foto: Canaltech

Como funciona a Realidade Aumentada?

Embora as formas mais comuns de RA sejam por óculos ou lente de câmera, o interesse na RA está crescendo, e as empresas estão trazendo mais tipos de lentes e hardwares para o mercado. 

Atualmente, segundo a Microsoft, há cinco componentes importantes de RA:

  • Inteligência artificial: a maioria das soluções de realidade aumentada precisa de IA para funcionar, permitindo que os usuários concluam ações usando prompts de voz. A inteligência artificial também pode ajudar a processar informações para o seu aplicativo de RA;
  • Software de RA: essas são as ferramentas e os aplicativos usados para acessar a RA. Algumas empresas podem criar softwares próprios;
  • Processamento de dados: você precisará dele para que a sua tecnologia de RA funcione, geralmente utilizando o sistema operacional interno do aparelho;
  • Lentes: você precisará de uma lente ou plataforma de imagem para exibir o conteúdo ou as imagens. Quanto melhor for a tela, mais realista será a imagem;
  • Sensores: os sistemas de RA precisam resumir dados sobre o seu ambiente para alinhar os mundos real e digital. As informações capturadas pela câmera são enviadas pelo software para processamento.

Exemplos de Realidade Aumentada: 

Os usos da realidade aumentada, realidade virtual e realidade mista são variados e estão em expansão, afirma a Kaspersky. Entre eles, a empresa cita:

  • Jogos: usado desde games de tiro em primeira pessoa aos de estratégia, aventuras e RPG. O jogo de RA mais famoso é provavelmente o Pokémon Go.
  • Esportes profissionais: para programas de treinamento que ajudam tanto atletas profissionais quanto amadores.
  • Viagem virtual: como viagens virtuais a atrações como zoológicos, safáris, museus etc. sem sair de casa.
  • Cuidados com a saúde: para permitir que profissionais médicos pratiquem usando simulações cirúrgicas.
  • Cinema e TV: para criar experiências aprimoradas ao assistir a filmes e shows.
  • Varejo: os funcionários podem usar a RA para sessões de treinamento e integração. Além disso, a RA pode ajudar os clientes a testar produtos antes de comprar ou usá-los em seus ambientes.
  • Serviço militar: a RA é integrada a treinamentos de combate a fim de simular ambientes situacionais e operacionais, para que os soldados tenham conscientização de tempo, espaço e forças. O Exército dos EUA a usa para ampliar digitalmente as missões de treinamento para soldados. Na China, a polícia emprega o recurso para identificar suspeitos.
  • Automobilismo: a RA pode ajudar a treinar e permite que especialistas explorem modelos atuais e futuros, juntamente com seus sistemas internos.
Pirelli lançou um aplicativo de realidade aumentada para ajudar clientes
Pirelli lançou um aplicativo de realidade aumentada para ajudar clientes
Foto: Divulgação / Ansa - Brasil

Como fazer Realidade Aumentada

Você pode praticar e criar a realidade aumentada com diversos aplicativos. No Dynamics 365, da Microsoft, é possível aprimorar a colaboração remota e capacitar os funcionários com instruções holográficas passo a passo para usar no trabalho.

Com experiências imersivas de aprendizado, pode ser mais fácil assimilar alguma nova tarefa ou experimentar como um modelo de tênis ficaria nos seus pés. Veja alguns aplicativos e plataformas conhecidas que adotam RA:

  • Google Maps, na opção Live View;
  • Ink Hunter;
  • Wanna Kicks; 
  • Paint Space AR; 
  • Dynamics 365, da Microsoft. 
Fonte: Redação Byte
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