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Presidente do WWF defende sistema de contabilidade comum em mudança climática

13 dez 2014 - 09h47
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Estabelecer um sistema de contabilidade internacional que permita aos países medir e comparar suas conquistas e fracassos em redução de emissões será o grande desafio dos países daqui até a Cúpula do Clima de Paris em 2015, segundo a presidente mundial do World Wide Fund for Nature (WWF, Fundo Mundial para a Natureza), Yolanda Kakabadse.

Seus discursos nos foros mais relevantes realizados durante a Cúpula do Clima de Lima (COP20), realizada nesta semana na capital peruana, elevaram a equatoriana como uma das vozes internacionais mais influentes na defesa do meio ambiente.

Esse reconhecimento não é em vão, uma vez que centrou seus esforços durante quase 40 anos em cargos como a presidência da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) e a titularidade do Ministério do Meio Ambiente do Equador.

"Atualmente falamos idiomas diferentes de monitoração e quantificação", por isso, no próximo ano, visando a um futuro acordo de redução de emissões em Paris 2015, será "importante ver como medimos o que estão fazendo os países para que possamos falar em uma mesma linguagem de conquistas, de sucessos e de fracassos".

Segundo Kakabadse, essa linguagem comum deve medir "coisas como a redução de emissões no transporte, as finanças e a porcentagem de energias renováveis".

Em relação ao futuro acordo de Paris, a presidente do WWF considera que "devemos pensar que temos um orçamento de gás carbônico e é preciso utilizá-lo racionalmente, daqui até 2020 e, depois até 2050".

"Se o vemos como um orçamento teremos que ter muito em conta até onde podemos emitir e como vamos gastá-lo", comentou.

Nesse sentido, Kakabadse acrescentou que "Paris é a oportunidade para que todos estejamos olhando para o mesmo orçamento e adotemos uma linguagem para ver como gastamos o que temos, não mais do que isso".

Um sistema de contabilidade internacional "transparente" revelaria, de acordo com Kakabadse, "os subsídios que recebem os combustíveis fósseis, e ficaria em evidência que o petróleo e o carvão são mais caros que as energias renováveis e é preciso deixar de investir nestas fontes".

A presidente do WWF está convencida que "vamos dar um impulso para consegui-lo", porque assegura que "os políticos estão se dando conta que este é um tema de segurança, de vida ou morte", e que "há fundos de investimento que estão prontos a contribuir com trilhões de dólares para descarbonizar a economia".

Para que isso aconteça, "os governos têm que facilitar o marco, mas não são os únicos atores, é preciso contar com o setor privado e as ONG. Entre todos devemos empurrar a agenda na mesma direção", acrescentou.

Em relação ao acordo de Lima, Kakabadse é da opinião que "é preferível colocar-se de acordo em algo de menor ambição que seguir lutando por algo de maior ambição, mas onde não se subam todos ao trem".

EFE   
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