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A pré-história também era "woke": uma mulher de 7 mil anos sugere que o gênero não era uma barreira intransponível

O descumprimento das "leis" funerárias marcou uma virada em nossas crenças sobre a pré-história

12 mar 2026 - 16h18
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Foto: Xataka

Durante décadas, nossa visão da pré-história europeia foi dominada por uma ideia bastante rígida sobre a divisão do trabalho nas comunidades: os homens tinham certas tarefas atribuídas a eles, e as mulheres, outras. No entanto, os ossos têm o fascinante hábito de desmentir nossos preconceitos, como aconteceu agora após a análise de restos humanos encontrados na Hungria.

O que foi revelado

Esta nova análise de restos humanos com mais de 7 mil anos revelou uma mulher idosa enterrada não apenas com objetos funerários tipicamente "masculinos", mas também com marcas em seus ossos que demonstram que ela realizava o mesmo trabalho físico que os homens. Isso marcou uma virada na compreensão dos papéis de gênero na pré-história.

A regra e a exceção

Para entender a magnitude da descoberta, uma equipe internacional de pesquisa analisou minuciosamente 125 esqueletos de adultos de diferentes cemitérios na Hungria. Os pesquisadores já tinham conhecimento da existência de normas de gênero estruturadas, pois a "lei" funerária era muito clara: os homens eram enterrados deitados sobre o lado direito, acompanhados de ferramentas de pedra polida.

Em contraste, as mulheres eram colocadas sobre o lado esquerdo, e seus objetos funerários geralmente consistiam em cintos feitos de conchas. Até então, tudo parecia se encaixar em um sistema binário perfeito, até que os pesquisadores se depararam com o esqueleto de uma mulher idosa. Diferentemente dos demais, ela havia sido enterrada com ferramentas de pedra...

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