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Pesquisadora realiza "autópsia" da inundação de Johnstown

Pesquisadora estuda um dos piores desastres da história dos EUAPesquisadora realiza "autópsia" da inundação de Johnstown

29 out 2009 - 08h30
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Como muita gente que visita a cidade de Johnstwon, na Pensilvânia, Carrie Davis Todd, hidrologista contratada para lecionar na universidade local pouco mais de um ano atrás, tinha curiosidade sobre a grande inundação de Johnstown, em 1889, na qual 2.209 pessoas morreram devido à queda de uma barragem a 22 quilômetros da idade. "Uma das primeiras coisas que fiz foi visitar o local da barragem", ela disse.

O lago por trás da barragem abrigava um grande volume de água que desceu em velocidade de avalanche pelo curso do rio Little Conemaugh, antes de se abater sobre Johnstown em um dos piores desastres na história dos Estados Unidos. Embora tenha havido muitos relatos de testemunhas sobre o colapso da barragem e a torrente de água resultante, Davis Todd, professora assistente de geologia na Universidade de Pittsburgh em Johnstown, ficou surpresa ao descobrir que o início da inundação jamais havia sido estudado de forma rigorosa.

Com a assistência de três colegas - Neil Coleman, Uldis Kaktins e Reed Myers-, ela decidiu retificar a situação. Eles estudaram os restos da barragem e trechos do curso do Little Conemaugh, examinaram fotografias históricas e criaram um modelo de computador para o fluxo de água pela barragem rompida e rio abaixo.

A principal constatação dos pesquisadores, apresentada por Davis Todd em uma reunião da Sociedade Geológica Americana, em Portland, Oregon, na semana passada, foi a de que o lago abrigava 17,9 milhões de metros cúbicos de água, e que em dado momento essa água estava atravessando a brecha na barragem à razão de 90 metros cúbicos de água por segundo.

Mas os pesquisadores determinaram que o pico da inundação aconteceu a cerca de 6,5 quilômetros da barragem, onde um viaduto ferroviário feito de pedra serviu como uma segunda barragem, criando um imenso lago temporário por trás de si. Quando o viaduto desabou, a água e os destroços se arremessaram contra Johnstown em ritmo possivelmente superior a 119 metros cúbicos de água por segundo - o que equivale ao fluxo médio de água do rio Mississipi, de acordo com Davis Todd.

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times
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