Estudo mostra taxa elevada de crianças autistas na Coreia do Sul
Estudo na Coreia do Sul aponta taxa elevada de crianças autistas
Cientistas afirmaram nesta segunda-feira que o número de crianças autistas no mundo pode ser bem maior do que se esperava. Uma pesquisa realizada na Coreia do Sul indicou que 2,6% de todas as crianças de 7 a 12 anos do distrito de Ilsan, em Goyan, apresentam o transtorno, mais do que o dobro da taxa usualmente relatada nos países ricos. As informações são do site do jornal The New York Times.
Para realizar o estudo, publicado na Revista Americana de Psiquiatria, pesquisadores do Centro de Estudos sobre Crianças de Yale analisaram todas as crianças de 7 a 12 da comunidade de Ilsan, que tem aproximadamente 490 mil habitantes. Os outros métodos de análise dos casos levam em conta apenas os registros nas unidades de saúde, o que pode excluir muitas crianças, já que alguns pais não procuram o diagnóstico.
A Coreia do Sul foi escolhida para o estudo porque a prevalência do autismo não havia sido medida no país e também porque o seu sistema nacional de saúde, educação universal e de população homogênea tornaram o local promissor para avaliar os fatores genéticos e ambientais da doença.
Na pesquisa, os cientistas selecionaram o primeiro grupo por meio de questionários enviados aos pais e professores. Aqueles que tiveram triagem positiva para o transtorno foram avaliados individualmente por dois psiquiatras infantis.
A descoberta não significa necessariamente que a doença seja mais comum na Coreia do Sul. Os cientistas acreditam que irão encontrar taxas igualmente elevadas em outros países com o mesmo método de pesquisa.