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Pesquisa

Cientistas desenvolvem látex de flor que pode ser usado em pneus

14 jul 2011 - 19h56
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Cientistas da Universidade de Müster, na Alemanha, desenvolvem um látex extraído da flor dente-de-leão que poderá substituir o uso da seiva da seringueira. Os bioquímicos da universidade descobriram uma nova propriedade para a dente-de-leão. Por meio dela, identificaram a enzima responsável pela rápida coagulação do látex e, inibindo sua ação, foram capazes de fazer com que a seiva escorra livremente para ser extraída da planta.

A estrutura cilíndrica do Super-Kamiokande é formada por 50 mil  t de água pura rodeada por mais de 13 mil tubos fotomultiplicadores
A estrutura cilíndrica do Super-Kamiokande é formada por 50 mil t de água pura rodeada por mais de 13 mil tubos fotomultiplicadores
Foto: Kamioka Observatory, ICRR (Institute for Cosmic Ray Research), The University of Tokyo / Divulgação

Segundo a pesquisa, o látex da planta medicinal tem a mesma qualidade oferecida pela seiva da seringueira. Este látex já começou a ser testado em pneus da empresa Continental. O pneu continua preto, mas os fabricantes passaram a chamá-lo de verde devido à redução de impactos ambientais.

O pneu ecológico deixa de ser somente aquele que ajuda a reduzir o consumo de combustível do carro. As indústrias de pneumáticos investem também em matérias-primas alternativas à borracha.

Vantagens

Entre as vantagens da flor dente-de-leão está o cultivo sustentável. A seiva da seringueira, extraída principalmente no sudeste da Ásia, tem uma procura maior do que a sua oferta. Além disso, a seringueira está ameaçada pela contaminação de fungos.

Outra vantagem é que a flor dente-de-leão fica pronta para a colheita do látex em um ano, enquanto que a seringueira leva de cinco a sete anos para estar pronta.

Fonte: EcoDesenvolvimento
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