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Ciência

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Os satélites da Starlink não estão só iluminando o céu: eles podem afetar o clima

A poluição luminosa é um grande problema, mas isso é ainda pior

26 mai 2026 - 11h39
(atualizado em 27/5/2026 às 13h12)
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Foto: Gwendolyn Kurzen / Xataka

Muito já se falou sobre a grande poluição luminosa gerada pelos satélites Starlink, da SpaceX. No entanto, não se falou tanto sobre algo que, se pensarmos bem, é muito mais evidente: a poluição atmosférica derivada dos lançamentos. Qualquer lançamento espacial, na verdade, pode gerar esse tipo de contaminação. No entanto, os trens de satélites exigem uma quantidade tão grande de lançamentos que não é estranho que, hoje, preocupem especialmente os cientistas.

15 mil satélites e crescendo

Uma equipe de cientistas britânicos e norte-americanos realizou recentemente um estudo que traz esse problema à tona e prevê quais podem ser os efeitos no curto prazo. Na pesquisa, aponta-se que atualmente há cerca de 15 mil satélites de telecomunicações em órbita, mais de 10 mil deles pertencentes à SpaceX. Isso representa o triplo de satélites em relação a 2020 e o pior é que o número não para de aumentar.

Como consequência, segundo as simulações desses pesquisadores, até 2029 esses satélites poderiam representar 40% da poluição atmosférica derivada da atividade espacial. Eles também calcularam que, até lá, esse setor estará liberando anualmente na atmosfera cerca de 870 toneladas de fuligem. Seria mais ou menos a mesma quantidade liberada por todos os carros do Reino Unido, por isso é preciso tomar medidas o quanto antes.

Problemas no lançamento e na reentrada

Os dois pontos-chave nos quais esses trens de satélites vão colocar o clima do nosso planeta contra a parede são o lançamento e a ...

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