Alguém analisou as temperaturas sob o Pacífico e se deparou com uma previsão terrível para o próximo ano
Um mar que de "Pacífico" só tem o nome
Relato original de Javier Jiménez, do Xataka Espanha
Em 1º de setembro de 1513, à beira do desespero, Vasco Núñez de Balboa partiu de Santa María la Antigua del Darién em busca de "um novo mar rico em ouro". Levou semanas e perdeu dezenas de homens, mas, em 29 de setembro daquele mesmo ano, tornou-se o primeiro europeu conhecido a chegar às margens do Mar do Sul. Ainda o chamávamos assim.
Sete anos depois, Fernão de Magalhães (que saía daquele enorme e labiríntico inferno de canais, ventos e tempestades que chamamos de Terra do Fogo) o batizou de Pacífico e o nome acabou ficando.
Mas de pacífico ele não tem nada. Esse enorme trecho de água concentra a maior parte da atividade sísmica e vulcânica do planeta, gera os tufões mais violentos e abriga algumas das tempestades extratropicais mais severas que existem.
E ainda tem o El Niño.
O que está acontecendo com o El Niño?
Há meteorologistas que já descrevem o calor subsuperficial do Pacífico equatorial como "possivelmente a massa de anomalias quentes mais impressionante já registrada desde que sabemos medir essas coisas".
Isso não é um "exagero" de divulgação científica: o calor que está se deslocando para o leste sob o Pacífico tropical é, em volume e intensidade, comparável ou até superior ao que antecedeu os grandes eventos de El Niño de 1997-98 e 2015-16.
Mais do que isso, esse calor está se movendo por um planeta que já está 1,4 grau acima do nível pré-industrial.
Isso é extremamente preocupante. Em primeiro lugar porque o ...
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