"Gratificação adiada": o superpoder que só quem nasceu antes dos anos 1990 tem e que as novas gerações não conseguem adquirir
A psicologia já demonstrou como isso pode afetar a vida das pessoas anos depois
É um verdadeiro desafio sentar diante de uma criança de hoje e explicar como era acompanhar sua série de desenhos favorita há 30 anos. Para quem nasceu entre os anos 1980 e 1990, as maratonas de desenhos animados oferecidas pela Netflix teriam sido uma bênção, especialmente para aqueles que começaram a assistir a One Piece no começo dos anos 2000 e já levam quase 25 anos esperando seu final.
O curioso é justamente que, embora aqueles fãs da série de Eiichiro Oda tenham aguentado todo esse tempo esperando semana após semana para ver como a história continua, quando One Piece chegou à Netflix, veio com cortes por todos os lados para tornar a experiência mais fácil para as novas gerações. O que nem uns nem outros sabem é que, para a Psicologia, a série acabou funcionando como um experimento sobre gratificação adiada que os especialistas estudam há anos.
O que One Piece nos diz sobre paciência
Estamos no jardim de infância de Universidade Stanford e o ano é 1972. O psicólogo Walter Mischel tem diante de si uma fila de crianças de quatro ou cinco anos com um doce à frente. Ele prometeu que, se conseguissem esperar 15 minutos sem tocá-lo, ao fim do tempo receberiam dois doces em vez de um.
As crianças se contorcem na cadeira, se distraem olhando para o teto e tentam passar esses 15 minutos da melhor forma possível, mas, como seria de esperar, nem todas conseguem: desistem e se lançam sobre o doce. Seria preciso esperar 18 anos para descobrir a grande reviravolta do ...
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