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Marcas no Santo Sudário não são de corpo humano, diz estudo brasileiro

Imagem no tecido seria reprodução de escultura de baixo-relevo

1 ago 2025 - 12h09
(atualizado às 12h57)
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Uma pesquisa conduzida por um brasileiro mostrou que o Santo Sudário, tecido que católicos acreditam ter envolvido o corpo de Jesus Cristo após sua morte, foi estendido sobre uma escultura de baixo-relevo e não representa um ser humano real.

Santo Sudário fica guardado na Catedral de Turim, na Itália
Santo Sudário fica guardado na Catedral de Turim, na Itália
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A análise foi conduzida pelo designer Cícero Moraes, conhecido pelas reconstruções tridimensionais dos rostos de personagens históricos, e publicada na revista científica Archaeometry, dando mais um argumento à tese de que o tecido tem origem medieval.

Guardado na Catedral de Turim, na Itália, o Santo Sudário é um lençol de linho no qual é visível a imagem de um homem. Para muitos católicos, trata-se de Jesus Cristo, porém Moraes disse ao site Live Science que os traços deixados no tecido são "mais coerentes com uma matriz de baixo-relevo".

"Tal matriz poderia ter sido feita de madeira, pedra ou metal e pigmentada, ou mesmo aquecida, apenas nas áreas de contato, produzindo a impressão observada", acrescentou o brasileiro.

Utilizando instrumentos de simulação em 3D e reconstrução facial forense, Moraes comparou dois cenários diferentes: no primeiro, um lençol virtual foi colocado sobre a reconstrução de um corpo humano; no segundo, sobre uma escultura em baixo-relevo.

Os resultados mostram que o segundo cenário corresponde quase exatamente às fotografias do Sudário, enquanto o tecido colocado sobre o corpo humano produziu uma imagem muito mais distorcida.

O especialista italiano Andrea Nicolotti, professor de história do cristianismo na Universidade de Turim, concorda com as conclusões de Moraes, mas enfatizou ao site Skeptic que o estudo não revela nada de novo.

"Cícero Moraes está certo, mas sua pesquisa não é particularmente revolucionária. Há pelo menos quatro séculos, sabemos que a imagem corporal no Sudário certamente não poderia ter sido criada pelo contato com um corpo tridimensional", declarou.

No fim dos anos 1980, um estudo datou o lençol em um período entre os anos 1260 e 1390, na Idade Média, enquanto a Igreja Católica não prega oficialmente a autenticidade do Santo Sudário.

Ansa - Brasil
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