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Greenpeace denuncia grupo nuclear Areva por suposta espionagem

3 jan 2012 - 17h03
(atualizado às 18h08)
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O Greenpeace encaminhou uma denúncia nesta terça-feira para a Promotoria de Paris após tomar conhecimento de que o grupo nuclear francês Areva contratou uma empresa de espionagem suíça para investigar à organização ambientalista. "Ficamos sabendo desta informação através da imprensa e queremos que esclareçam tudo o que for possível sobre esta operação de espionagem", indicou Adelaide Colin, a porta-voz do Greenpeace na França.

O Greenpeace comemora nesta quinta-feira 40 anos de atuação. A instituição teve uma trajetória turbulenta, mas manteve seu sentido de independência, valendo-se apenas de doações pessoais no lugar de aportes governamentais e do financiamento de empresas. Os milhares de protestos realizados pelo mundo, que muitas vezes terminam em prisão, são a marca do movimento
O Greenpeace comemora nesta quinta-feira 40 anos de atuação. A instituição teve uma trajetória turbulenta, mas manteve seu sentido de independência, valendo-se apenas de doações pessoais no lugar de aportes governamentais e do financiamento de empresas. Os milhares de protestos realizados pelo mundo, que muitas vezes terminam em prisão, são a marca do movimento
Foto: Arte Terra/ AFP/ Getty Images / Getty Images

Segundo o jornal francês Le Journal du Dimanche, que cita como fonte um documento confidencial, uma empresa de investigação teria proposto à empresa nuclear francesa Areva se infiltrar nas ONGs Greenpeace, Transparência Internacional e a americana Worldwatch. "Se provarem que a Areva, ou uma sociedade de inteligência econômica suíça (...), decidiu espionar o Greenpeace, seria um novo ataque intolerável aos princípios fundamentais de nossa democracia por parte de um setor da sociedade que se diz transparente", assinalou o Greenpeace.

A organização ambientalista lembrou que a justiça francesa recentemente condenou a elétrica EDF a pagar uma multa de 1,5 milhão de euros por um caso de espionagem informático contra a ONG em 2006. O tribunal sentenciou a EDF por "cumplicidade de pirateio informático" e "receptação de documentos confidenciais roubados do computador de Yannick Jadot" o então diretor de campanha do Greenpeace e atual porta-voz da candidata ecologista às eleições presidenciais francesas, Eva Joly.

A elétrica EDF encarregou esta operação à empresa Kargus Consultats, embora, segundo a própria EDF, essa firma de espionagem tenha ultrapassado os termos do contrato entre ambos os lados por causa de um "apoio operacional para a investigação estratégica de organizações ambientalistas, suas práticas e atividades".

EFE   
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