Telescópio ganha robô de 24 braços para registrar galáxias
9 out2012 - 16h02
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O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) recebeu no Chile um novo instrumento criado em Edimburgo por pesquisadores do Reino Unido e Alemanha. O Espectrômetro de Multi-Objeto em Banda K (KMOS) será capaz de registrar diversas galáxias simultaneamente. Até agora, os espectrômetros tinham de identificar cada galáxia individualmente para obter informações, um processo que levava anos.
Equipamento tem 24 braços robóticos que funcionam a -200°C
Foto: STFC / Divulgação
O "Banda K" no nome se refere a uma área específica do espectro eletromagnético. Segundo o Conselho de Ciência e Tecnologia do Reino Unido, o equipamento utiliza 24 braços robóticos criogênicos (que operam a -200°C), com espelhos de ouro nas extremidades, que podem se mover para apontar com precisão para a luz vinda de galáxias distantes. Isso permite que o espectrômetro registre em dois meses a mesma quantidade de informações que outro equipamento levaria anos.
"O KMOS representa um passo essencial na nossa busca por investigar o universo distante. A habilidade de observar no infravermelho próximo 24 galáxias simultaneamente é um enorme salto comparado com qualquer outro instrumento. Ele vai possibilitar uma pesquisa muito mais rápida (...) A maioria das observações feita por espectroscopia do infravermelho próximo feita nos últimos 10 anos pode ser feita em dois meses com o KMOS", diz Michele Cirasuolo, cientista que liderou o projeto de criação do equipamento.
O robô é capaz de analisar cada detalhe de uma galáxia (seu núcleo, bojo, braços e outras áreas) ao mesmo tempo e identificar suas propriedades físicas e químicas. "Para cada uma das galáxias, o KMOS nos dará uma quantidade incrível de informação. Não é apenas uma imagem de uma galáxia, mas espectroscopia 3D que provê explicações sobre a física espacial, a química e a dinâmica. Isso é crucial para entender como galáxias adquirem sua massa e formam sua estrutura ao longo do tempo cósmico, até a formação das primeiras galáxias, há mais de 13 bilhões de anos", diz Michele.
Para registrar galáxias no infravermelho próximo, o equipamento precisa de uma temperatura muito baixa - ou o calor emitido pelo equipamento atrapalha a observação. O espectrômetro será analisado pelo ESO e depois instalado no telescópio VLC.
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Foto: Reprodução
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Foto: Nasa / Divulgação
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Foto: ESA / Divulgação
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Foto: Nasa / Divulgação
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Foto: NASA/SDO/AIA/GSFC / BBC Brasil
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Foto: Esa/Nasa / Divulgação
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Foto: Nasa/JPL-Caltech/Univ. of Arizona / Divulgação
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Foto: Nasa/JPL-Caltech / Divulgação
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Foto: Keio University/National Astronomical Observatory of Japan / Divulgação
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Foto: NASA/JPL-Caltech/MSSS / Divulgação
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Foto: Nasa/JPL-Caltech/Malin Space Science Systems / Divulgação
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Foto: Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute / Divulgação
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Foto: Divulgação / BBC Brasil
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Foto: Eso / Divulgação
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Foto: Reuters
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Foto: Nasa/Bill Ingalls / Divulgação
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Foto: AFP
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Foto: AP
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Foto: Nasa / Divulgação
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Foto: Arild Heitmann / BBC Brasil
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Foto: Nasa/JPL-Caltech/MSSS / Divulgação
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Foto: Getty Images
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Foto: EFE
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Foto: Nasa/CXC/M.Weiss; Nasa/CXC/Ohio State/A Gupta et al / Divulgação
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Foto: Nasa / Divulgação
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Foto: Nasa/ESA / Divulgação
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Foto: ESO / Divulgação
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Foto: Avery E. Broderick/University of Waterloo/Perimeter Institute / Divulgação
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