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Espaço

ESO divulga uma das mais nítidas imagens de nebulosa planetária

Telescópio capturou objeto que parece uma bolha verde fantasma

10 abr 2013 - 08h21
(atualizado às 08h24)
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Imagem - a mais detalhada obtida até hoje - mostra a nebulosa planetária verde IC 1295, que rodeia uma tênue estrela moribunda. Esta nebulosa planetária situa-se a cerca de 3300 anos-luz de distância na constelação do Escudo
Imagem - a mais detalhada obtida até hoje - mostra a nebulosa planetária verde IC 1295, que rodeia uma tênue estrela moribunda. Esta nebulosa planetária situa-se a cerca de 3300 anos-luz de distância na constelação do Escudo
Foto: ESO / Divulgação

Verde e brilhante, a nebulosa planetária IC 1295 é vista nesta nova imagem obtida com o Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês). A nebulosa rodeia uma estrela moribunda tênue situada a cerca de 3300 anos-luz de distância, na constelação do Escudo. Esta é a imagem mais detalhada do objeto obtida até hoje.

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Estrelas do tamanho do Sol terminam as suas vidas sob a forma de anãs brancas. Durante apenas alguns milhares de anos, estes objetos encontram-se rodeados por espetaculares nuvens brilhantes e coloridas de gás ionizado, conhecidas como nebulosas planetárias. No centro da imagem aparece um ponto brilhante azul esbranquiçado situado no coração da nebulosa, que é o que resta do núcleo queimado da estrela. O fraco brilho desta minúscula anã branca vem da energia térmica armazenada que, por sua vez, irá ser dissipada lentamente, ao longo de muitos bilhões de anos, à medida que a anã branca arrefece.

Estrelas com a massa do Sol e com massas que podem ir até oito vezes a massa solar, darão origem a nebulosas planetárias na fase final das suas vidas. O Sol tem 4,6 bilhões de anos e viverá ainda muito provavelmente mais quatro bilhões de anos.

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Apesar do seu nome, as nebulosas planetárias não têm nada a ver com planetas. Este termo descritivo foi usado em algumas das primeiras descobertas destes objetos incomuns e deveu-se à semelhança visual apresentada entre eles e os planetas exteriores Urano e Netuno, quando observados através dos telescópios da época. Através de observações espectroscópicas no século XIX, descobriu-se que estes objetos eram, na realidade, gás brilhante.

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Fonte: Terra
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