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Espaço

Cientistas: extrair metais do espaço pode ser rentável em até 30 anos

20 fev 2013 - 15h47
(atualizado às 15h52)
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Cientistas reunidos nesta quarta-feira na Austrália afirmaram que a atual tecnologia permite extrair minerais e metais no espaço, mas a rentabilidade das operações ainda é questionável.

Uma nevasca de rara intensidade cobriu de branco Jerusalém e parte da Cisjordânia foi registrada do espaço por uma sonda da Nasa em meados de dezembro. A imagem foi capturada no dia 15, depois que os céus ficaram mais claros sobre a região. A neve que tingiu a paisagem da Terra Santa de branco deve cair com menos intensidade até a chegada do inverno
Uma nevasca de rara intensidade cobriu de branco Jerusalém e parte da Cisjordânia foi registrada do espaço por uma sonda da Nasa em meados de dezembro. A imagem foi capturada no dia 15, depois que os céus ficaram mais claros sobre a região. A neve que tingiu a paisagem da Terra Santa de branco deve cair com menos intensidade até a chegada do inverno
Foto: AFP

René Frader, um dos diretores do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa - departamento responsável pela atual missão Mars Curiosity -, acredita que a extração mineral no espaço será possível e rentável em 20 a 30 anos.

Pode parecer interessante a possibilidade de obter "terras-raras", metais indispensáveis para a indústria de alta tecnologia, tanto na Lua como nos asteroides, segundo os cientistas e os diretores de grupos de mineração reunidos no Fórum de Minas Fora da Terra, o primeiro do gênero.

"Acredito que estamos no ponto em que as pessoas dizem 'ah, sim, acredito que isto é possível", declarou Andrew Dempster, do Centro Australiano para a Engenharia Espacial. "A parte mais importante da tecnologia está pronta, mas tem que ser rentável", completou.

Os custos são grandes, segundo as atuais estimativas: transportar um quilo de material à Lua custa US$ 100 mil, sem contar o valor do próprio material.

A gravidade, as temperaturas, a pressão atmosférica, as radiações e consistência do solo apresentam dificuldades sem precedentes. Mas as operações no espaço seriam em grande parte automáticas e teleguiadas.

<a data-cke-saved-href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/capsula-tempo/iframe.htm" href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/capsula-tempo/iframe.htm">veja o infográfico</a>
AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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