Entender o "nautiquês" facilita a comunicação a bordo do Ary Rongel
Boreste, bombordo, faina... O vocabulário náutico-militar domina a rotina a bordo do navio de apoio oceanográfico Ary Rongel, que executa a logística, com transporte de pessoas, carga e provisões, entre Punta Arenas, no Chile, e a estação brasileira Comandante Ferraz, na Antártica.
Para o bom entendimento com os militares, os civis precisam se familiarizar rapidamente com termos usuais na Marinha e, eventualmente, pedir ajuda a algum intérprete quando a comunicação fica difícil.
O capitão-de-corveta Marcos Cezar Pires Gomes, chefe do departamento de máquinas (ou chemaq) do "gigante vermelho", como os tripulantes carinhosamente chamam o Rongel, nos ajudou a elaborar este pequeno glossário "nautiquês-português".
(Nota: as embarcações também contam com "janelas" sem vidro, denominadas escotilhas)
- Janela: espaço de tempo adequado para se fazer uma travessia
- Bochechas: diagonais dianteiras entre a proa e o través
- Alhetas: diagonais traseiras entre a popa e o través
- Pau de carga: equipamento similar a um guindaste usado para içar pesos e carregar e descarregar os porões
- Atracar: encostar o navio a um cais. O oposto de "atracar" é desatracar
- Fazer guerra: zoar, brincar com os amigos
- Fundear: lançar ferro (âncora) para manter o navio na posição. O oposto de fundear é suspender.