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Ciência

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Entender o "nautiquês" facilita a comunicação a bordo do Ary Rongel

3 abr 2014 - 11h17
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Boreste, bombordo, faina... O vocabulário náutico-militar domina a rotina a bordo do navio de apoio oceanográfico Ary Rongel, que executa a logística, com transporte de pessoas, carga e provisões, entre Punta Arenas, no Chile, e a estação brasileira Comandante Ferraz, na Antártica.

Para o bom entendimento com os militares, os civis precisam se familiarizar rapidamente com termos usuais na Marinha e, eventualmente, pedir ajuda a algum intérprete quando a comunicação fica difícil.

O capitão-de-corveta Marcos Cezar Pires Gomes, chefe do departamento de máquinas (ou chemaq) do "gigante vermelho", como os tripulantes carinhosamente chamam o Rongel, nos ajudou a elaborar este pequeno glossário "nautiquês-português".

(Nota: as embarcações também contam com "janelas" sem vidro, denominadas escotilhas)

- Janela: espaço de tempo adequado para se fazer uma travessia

- Bochechas: diagonais dianteiras entre a proa e o través

- Alhetas: diagonais traseiras entre a popa e o través

- Pau de carga: equipamento similar a um guindaste usado para içar pesos e carregar e descarregar os porões

- Atracar: encostar o navio a um cais. O oposto de "atracar" é desatracar

- Fazer guerra: zoar, brincar com os amigos

- Fundear: lançar ferro (âncora) para manter o navio na posição. O oposto de fundear é suspender.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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