Com a disparada dos preços do petróleo, o Japão ressuscitou uma antiga ideia para extrair energia infinita do oceano
O "motor" invisível do Japão: como as ondas do oceano se tornaram a maior esperança contra as mudanças climáticas e a crise do petróleo
Se analisarmos a participação das energias renováveis na geração de energia (por exemplo, na Europa), veremos que algumas, como a eólica e a solar, são dominantes, enquanto outras contribuem de forma insignificante: este é o caso da undimotriz, mais conhecida como energia das ondas. Sim, o recurso existe para ser aproveitado (e em alguns lugares, como a costa cantábrica, é abundante), mas surfar é uma coisa, e gerar energia a partir disso é outra bem diferente.
Porque as ondas que chegam à bóia esta manhã são completamente diferentes das que chegam à tarde: altura diferente, ritmo diferente, direção diferente... isso faz parte do encanto do surfe, mas também é um pesadelo para a geração de eletricidade. A energia das ondas funciona, mas é imprevisível e inconsistente, o que reduz drasticamente a eficiência.
Assim, Takahito Iida, pesquisador do Departamento de Arquitetura Naval e Engenharia Oceânica da Universidade de Osaka, criou uma solução para esse problema, que publicou no Journal of Fluid Mechanics: um volante giratório.
A invenção
O dispositivo chama-se GWEC (Conversor Giroscópico de Energia das Ondas). Essencialmente, trata-se de um volante giratório dentro de uma boia flutuante que permite extrair a quantidade máxima de energia das ondas, independentemente da sua frequência.
Ele não acompanha o movimento das ondas, mas o converte em uma rotação perpendicular que aciona um gerador. O segredo está em ajustar a velocidade de rotação do volante em tempo real: dessa forma, o ...
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