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Evolução da face humana é relacionada ao tamanho do cérebro, aponta estudo

15 dez 2015 - 14h59
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A evolução da face humana está intimamente ligada à evolução do cérebro, e esta relação é, além disso, muito mais complexa do que se pensava até agora, descreveu um estudo publicado no Journal of Human Evolution.

O trabalho, feito por cientistas do Museu Nacional de Ciências Naturais (MNCN) do CSIC, analisou a relação entre a base do crânio e o rosto em todo o gênero Homo (ergaster, heidelbergensis, sapiens, e neandertais).

Este trabalho, realizado através da análise morfológica 3D combinada com outras técnicas de visualização, permitiu dividir por fatores as pautas de evolução conjunta da face e da base do crânio.

"Uma das regiões corporais que mais mudou no último milhão de anos de nossa evolução foi o esqueleto do rosto", explicou o pesquisador do MNCN, Antonio Rosas.

"Em nosso estudo vimos que as mudanças no rosto estão associadas com a evolução de um cérebro de grande tamanho, que no caso humano tem hoje em média 1.350 centímetros cúbicos e nos neandertais estava perto dos 1.500", acrescentou.

"Os resultados revelaram que a chave desta complexa relação evolutiva poderia estar na ação combinada de diferentes agentes biológicos", acrescentou o pesquisador Markus Bastir, também do Museu Nacional de Ciências Naturais.

Os pesquisadores observaram que o volume da cavidade nasal, que ocupa a parte central do rosto, está relacionada com o tamanho do corpo, de modo que, quanto maior o tamanho corporal, maior será a cavidade nasal.

Por isso, as variações evolutivas no tamanho corporal de cada uma das três espécies humanas estudadas estavam refletidas no tamanho e na forma do rosto.

"A relação é direta: um corpo grande necessita de uma intensa troca de gases (entrada de oxigênio e saída de dióxido de carbono), que acontece através das vias respiratórias. Estas terão que ser mais amplas à medida que o tamanho aumenta, ou menores se o tamanho diminui", comentou Bastir.

No entanto, apontou o estudo, o crescimento da cavidade nasal, necessário para manter um corpo grande, empurrou a base do crânio para cima, modificando tanto sua estrutura como a do resto da cabeça.

Esse empurrão foi compensado, por sua vez, pela pressão que o cérebro exerce para baixo.

"Ambas as forças se combinam em diferentes períodos evolutivos de cada espécie, o que, junto com outros fatores, faz com que as espécies do gênero Homo (sapiens, ergaster, neandertais, heidelbergensis) tenham configurações faciais diferentes", conclui Rosas.

EFE   
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