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Animais

Camarões estão viciados em Prozac no Reino Unido, diz estudo

8 jul 2010 - 08h51
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Cientistas britânicos afirmam que camarões estão ficando viciados no antidepressivo Prozac (fluoxetina) em regiões próximas a usinas de tratamento, que estão contaminadas com a substância. Segundo os pesquisadores, os crustáceos, que costumavam se esconder em pedras ou algas, podem ser encontrados no mar aberto por causa da influência do medicamento. As informações são do Daily Mail.

Segundo cientistas, usinas de tratamento não retiram antidepressivo da água e droga chega ao mar
Segundo cientistas, usinas de tratamento não retiram antidepressivo da água e droga chega ao mar
Foto: Getty Images

Os cientistas afirmam que a fluoxetina aumenta os níveis da substância cerebral serotonina. "Crustáceos são cruciais na cadeia alimentar e se o comportamento natural dos camarões é modificado pelos níveis de antidepressivos no oceano, isso pode afetar seriamente a balança natural do ecossistema", diz o zoólogo marinho Alex Ford à reportagem.

Outros animais marinhos também corem risco com os antidepressivos que tem mais de 26 milhões de prescrições médicas por ano apenas na Inglaterra e no País de Gales. Segundo a reportagem, estudos anteriores mostram que substâncias como a cafeína, contraceptivos e antibióticos passam pelas usinas de tratamento de esgoto e chegam aos rios e ao mar, afetando esses ecossistemas.

"As drogas são parcialmente destruídas no processo de tratamento, mas o que estamos percebendo agora é que passa (sem ser destruída pelo tratamento) uma quantidade maior do que pensávamos", diz Ford. Segundo o pesquisador, as usinas não estão preparadas para retirar os medicamentos do esgoto e as áreas costeiras e rios acabam por receber a droga "excretada" por todas as cidades do país.

O cientista publicou o estudo no jornal especializado Aquatic Toxicology e afirma que gostaria de ver uma melhora na tecnologia de tratamento de esgoto, além da produção de medicamentos "verdes".

o Gymnotus omarorum na verdade já era conhecido há décadas e era modelo de estudos, mas era erroneamente nomeado como sendo um Gymnotus carapo, mas neurofisiologistas uruguaios descobriram que na realidade era uma espécie diferente. Segundo o instituto, esse caso é um exemplo de como conhecemos pouco sobre a biodiversidade, já que um "modelo de estudos" passou décadas sem ser corretamente descrito. Foto: Divulgação
Fonte: Redação Terra
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