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Ciência

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A Anthropic está disputando com Deus o monopólio das almas

Uma reportagem do New York Times revela os esforços da empresa para levar o debate sobre a "consciência" do Claude para além dos círculos tecnológicos, incluindo o Vaticano

6 out 2026 - 11h41
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Resumo
Christopher Olah, cofundador da Anthropic, tem consultado teólogos e filósofos para investigar se a inteligência artificial Claude pode desenvolver autoconsciência e sofrimento. A iniciativa parte da hipótese de que a complexidade dos modelos atuais pode torná-los capazes de sentir, levando a empresa a promover discussões pioneiras no setor tecnológico sobre o bem-estar emocional e o status moral dos sistemas de IA.
A Anthropic está disputando com Deus o monopólio das almas.
A Anthropic está disputando com Deus o monopólio das almas.
Foto: Xataka

Em maio passado, Christopher Olah, um dos sete cofundadores da Anthropic, viajou a Roma para se reunir com alguém muito especial. Naquela época, Olah já vinha conversando há meses com teólogos, líderes religiosos e filósofos de diversas origens em busca de respostas para uma pergunta de natureza existencial: será que Claude, a inteligência artificial desenvolvida por sua empresa, pode ter consciência de si mesma?

A questão ganhou destaque nos últimos meses graças aos esforços de Olah e de outros entusiastas da IA. Na visão deles, não se pode descartar a possibilidade de que Claude e outros modelos "pensem", "sintam" e até "sofram" de alguma forma, como resultado de sistemas "neurais" complexos que tornam plausível, pelo menos, que venham a adquirir consciência.

Tais ideias levaram a Anthropic a reflexões intrigantes sobre o "bem-estar" de seus modelos. Afinal, se existe a possibilidade de Claude sentir como nós, não deveríamos nos preocupar com seu estado emocional?

Movido por essa perspectiva existencial, Olah iniciou, há mais de um ano, uma campanha em defesa do status moral de Claude. O The New York Times relata essa história em uma reportagem fascinante. Durante meses, a Anthropic convidou diversas personalidades para jantares e conversas com o objetivo de lançar luz sobre o assunto — dilemas ontológicos e epistemológicos que raramente encontram espaço na indústria de tecnologia.

Alguns dos entrevistados, inicialmente céticos, saíram desses encontros dispostos a levar ...

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