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5 ideias sobre imortalidade, ciência por trás da vida longa e sentido da existência

Professor, economista e escritor Eduardo Giannetti acaba de lançar o livro 'Imortalidades' e fará palestra sobre o tema no Rio Innovation Week

10 ago 2025 - 17h12
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Professor, economista e escritor, Eduardo Giannetti acaba de lançar o livro Imortalidades (Ed. Cia das Letras), onde, em suas próprias palavras, discute o "anseio humano pela perenidade". Esse também é o tema de sua palestra no Rio Innovation Week (RIW), que acontece de 12 a 15 de agosto, no Pier Mauá, no Rio de Janeiro — o Estadão é parceiro de mídia do RIW. Ele vai falar sobre os dilemas éticos e existenciais envolvidos na busca da longevidade extrema.

O preço da vida eterna

"A questão interessante e filosófica na qual me aprofundo, é justamente essa: vale a pena viver para sempre? Será que nos damos conta das imensas implicações e ramificações de vivermos não mais 100 anos, mas dez mil anos, 300 mil anos, o tempo que for? Há um debate rico entre os chamados mortabilistas e os imortabilistas. Os mortabilistas defendem o ciclo de vida natural argumentando que o que suscita valor à vida é justamente a sua finitude; a beleza da vida, todo o seu encantamento, é ligado à nossa condição finita. Já os imortabilistas querem abolir a morte. Para eles, enquanto me for dado mais um dia, aceitarei viver, desde que em condições razoáveis de saúde física e mental. Estamos apenas começando a entender as imensas consequências disso."

A morte vista como doença a ser combatida

"Houve uma discussão interessante, recente, entre médicos nos EUA, sobre se deveriam classificar a morte como uma doença no novo compêndio das patologias. Ela chegou a ser incluída, mas houve uma discussão muito grande e ela foi retirada da categoria das patologias. Eu particularmente acho que a morte é parte do ciclo natural da vida, tão natural quanto nascer, crescer e envelhecer. A morte surge no mundo natural com a reprodução sexuada. No momento em que dois seres precisam se unir para gerar um terceiro, os corpos deles perdem a razão de ser do ponto de vista biológico depois da reprodução, são cápsulas descartáveis. Já os seres unicelulares não têm a morte inscrita em seu genoma, como nós. Eles se dividem em dois, em quatro e vão infinitamente assim, se o ambiente não criar restrições. A morte é algo que vem de fora para dentro. No nosso caso, seres de reprodução sexuada, a morte é também de dentro para fora, ela está inscrita em nosso DNA, bem como a senescência. Não só somos sujeitos aos caprichos do acaso, aos acidentes, mas também carregamos a programação para a senescência e o colapso. E isso nasce justamente no momento em que a reprodução sexuada se afirma como método natural de procriação. Em resumo, com o sexo nasce a morte."

Informações sobre o Rio Innovation Week 2025

  • Data: 12 a 15 de agosto de 2025;
  • Horário: 10:00 às 21:00;
  • Local: Pier Mauá, Av. Rodrigues Alves, 10 - Praça Mauá, Rio de Janeiro;
Estadão
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