As "zonas mortas" de GPS estão se espalhando por todo o mundo: a culpa é de bloqueadores usados para confundir drones
Bloquear ou interferir no sinal de GPS se tornou uma arma de guerra na Ucrânia e no Irã
Todas as atenções estão voltadas para o estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo do mundo. O caos reina nesse gargalo de apenas 33 km e há algo que está contribuindo para complicar tudo ainda mais: o GPS não funciona. Não se trata de um problema pontual, mas de algo cada vez mais comum que está tendo consequências que vão além da própria guerra.
A BBC relata que há centenas de navios na área do estreito de Ormuz e que os sistemas de localização os situam em posições que não fazem sentido algum; alguns aparecem empilhados uns sobre os outros, outros formam círculos impossíveis sobre a terra. A causa é que suas coordenadas de GPS foram alteradas por meio de algum tipo de bloqueador. Isso aumenta o risco de colisões marítimas, especialmente quando há baixa visibilidade.
Em uma reportagem do Wall Street Journal, é explicado que bloqueadores e falsificadores de sinal de GPS se tornaram uma ferramenta indispensável em zonas de conflito como a Ucrânia e, agora, o Irã, como pode ser visto neste mapa. O que eles fazem é confundir drones e munições guiadas para que errem seus alvos.
O conflito na Ucrânia já provou que esses sistemas funcionam. Segundo um relatório entregue ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos, a precisão da artilharia Excalibur era de 70% quando começou a ser usada na Ucrânia, mas, seis semanas depois, era de apenas 6%, porque "os russos adaptaram seus sistemas de guerra eletrônica para combatê-la" com bloqueadores de GPS. Muitos desses dispositivos ...
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