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A "guerra nas estrelas" é real, mas não como imaginávamos: há gente colocando guarda-costas para proteger seus satélites

No fim das contas, recolher lixo e proteger satélites não são coisas tão diferentes, pelo menos no espaço

1 nov 2026 - 13h46
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Resumo
A crescente aproximação de satélites para espionagem ou ataque preocupa nações aliadas, após um satélite russo monitorar um dispositivo comercial da ICEYE que apoia a Ucrânia. Diante da liderança tecnológica de Rússia e China nessas manobras em órbita e da vulnerabilidade europeia, a empresa Astroscale propôs criar uma frota de naves espaciais que atuariam como guarda-costas orbitais, protegendo satélites estratégicos contra ameaças sem a necessidade de acoplamento físico.
Satélites guarda-costas
Satélites guarda-costas
Foto: Pexels / Xataka

As aproximações entre satélites com fins defensivos, ofensivos ou de espionagem estão se tornando cada vez mais comuns. Geralmente, são testes, por isso todos os dispositivos envolvidos pertencem à mesma agência.

No entanto, todos os alarmes dispararam recentemente quando foi detectado um satélite russo se aproximando de um satélite de radar da empresa finlandesa ICEYE, que fornece dados de inteligência à Ucrânia. É a primeira vez que algo assim é detectado contra um satélite comercial que apoia esse país. As nações aliadas demonstraram preocupação e uma empresa especializada em limpeza orbital não demorou a propor uma solução: uma frota de guarda-costas para satélites militares.

China e Rússia na liderança

Embora muitos países já tenham realizado manobras de aproximação em órbita, nenhum conseguiu superar as capacidades da China e da Rússia. Como relatado pela Space, os dois países possuem a melhor tecnologia nesse campo. Portanto, se chegar o momento de abandonar os testes e partir para a ação, estarão em clara vantagem. Por isso, a empresa Astroscale propõe criar naves que atuem como guarda-costas, protegendo os satélites sem a necessidade de acoplar-se a eles ou capturá-los. Segundo explicou Alex Godfrey, chefe de defesa da empresa, durante um evento em Londres, a Europa poderia ser um dos territórios mais beneficiados, já que suas tecnologias de aproximação são muito menos avançadas do que as russas ou chinesas.

Como não seria necessário realizar um acoplamento, bastando...

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