A cidade na Noruega onde "é proibido morrer": por causa do frio congelante que impede a decomposição do solo, o cemitério local foi fechado e doentes em estado terminal precisam ser levados para fora da ilha
Em Longyearbyen, o permafrost impede enterros tradicionais e a estrutura de saúde não oferece cuidados de longa duração
Na cidade de Longyearbyen, na Noruega, enterros tradicionais são proibidos porque o solo congelado (permafrost) impede a decomposição natural dos corpos. Diante disso, falecidos e doentes terminais são enviados ao continente, sendo permitido no local apenas o sepultamento de urnas com cinzas. Essa conservação pelo frio no antigo cemitério já permitiu a cientistas recuperar amostras virais preservadas de vítimas da pandemia de 1918 para estudos biomédicos.
No extremo norte da Noruega, existe uma cidade que ganhou a fama de ser um lugar onde "é proibido morrer". Trata-se de Longyearbyen, no arquipélago de Svalbard, onde o frio e as características do solo fizeram enterros tradicionais em caixões serem proibidos.
Permafrost impede decomposição dos corpos
Grande parte do território de Svalbard é coberta por permafrost, uma camada de solo que permanece congelada por longos períodos. Nessas condições, corpos enterrados não se decompõem normalmente.
O antigo cemitério de Longyearbyen foi utilizado entre 1918 e 1950 e recebeu 44 pessoas. Depois, as autoridades constataram que os corpos não estavam se decompondo normalmente por causa do solo congelado.
Desde então, os corpos de pessoas que morrem na região passaram a ser levados para o continente norueguês. Atualmente, a regulamentação local de Svalbard permite apenas sepultamentos de urnas, mas não de corpos em caixões.
O caso também ganhou atenção por causa de vítimas da pandemia de gripe de 1918 enterradas no local. Em 1998, pesquisadores exumaram corpos de pessoas que morreram durante a epidemia e encontraram material viral preservado, o que ajudou estudos científicos sobre o vírus.
Apesar de não permitir o uso de caixões, a regulamentação norueguesa garante o direito a uma sepultura em Longyearbyen para moradores de Svalbard que optem pelo sepultamento em urnas.
Longyearbyen também não oferece cuidados de longa duração
Outro motivo para a fama de que ninguém pode "morrer" na cidade...
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