A China está prestes a inaugurar a primeira fábrica de carros sem pessoas: é o início das "dark factories"
A indústria automobilística se prepara para um salto histórico: plantas totalmente automatizadas e um terremoto no mercado de trabalho
Por anos, as fábricas de carros foram um território compartilhado entre pessoas e robôs. Soldagem, pintura e logística já estavam altamente automatizadas, mas a montagem final ainda dependia em grande parte de mãos humanas. Esse equilíbrio está prestes a se romper. A indústria se prepara para o salto definitivo rumo a plantas capazes de fabricar um carro completo sem intervenção humana direta.
Esse modelo é chamado de "dark factory": fábricas que podem operar até mesmo à noite ou com iluminação mínima, porque não há pessoas dentro. Especialistas ouvidos pelo site Automotive News situam o primeiro caso real antes de 2030, com a China como principal candidata e os Estados Unidos logo atrás.
Das linhas automatizadas à "dark factory"
Para as montadoras, o impacto desse tipo de fábrica seria imediato. Menos interrupções, menos erros, ciclos de produção mais curtos e uma redução muito significativa dos custos de mão de obra. Segundo estimativas da Accenture, "a automação avançada pode reduzir em até 50% os tempos de desenvolvimento e de chegada ao mercado", algo especialmente crítico em um contexto de transição acelerada para o carro elétrico e com o software dominando tudo.
A China está impulsionando essa mudança a uma velocidade que faz diferença. Lá, os robôs já não se limitam às fábricas: também regulam o tráfego em cruzamentos reais, patrulham espaços públicos e coletam dados urbanos 24 horas por dia. Essa normalização da robótica avançada agora se transfere para a indústria ...
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