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A cada oito dias, uma pessoa idosa no Japão é morta por um membro da família; eles são a face oculta de sua crise demográfica.

A crise do envelhecimento, a pandemia e a própria cultura do país criaram um cenário propício para a explosão das "Care Killing".

27 fev 2025 - 14h19
(atualizado em 27/2/2025 às 14h33)
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Foto: Xataka

Em setembro do ano passado, o Japão se deparou com uma realidade chocante. Embora já fosse de conhecimento público que o país enfrenta um grave problema de envelhecimento populacional, poucos números ilustraram essa crise tão bem quanto o mais recente levantamento do governo sobre as "mortes solitárias":

  • 28.330 idosos morreram sozinhos.
  • Em 4.913 casos, a polícia demorou duas semanas ou mais para reconhecer a morte.

Se esse dado já era preocupante, há algo ainda pior.

O fenômeno da "Care Killing"

O Japão vem enfrentando uma crise crescente de "Care Killing" - um fenômeno em que familiares exaustos acabam tirando a vida dos parentes que cuidam. Essa situação se intensificou nos últimos anos, agravada pelo isolamento forçado durante a pandemia de COVID-19.

Entre 2011 e 2021, foram registrados 443 mortes em 437 casos de assassinato ou suicídio ligados à fadiga do cuidador, segundo um estudo da professora Etsuko Yuhara, especialista em bem-estar social da Universidade Nihon Fukushi.

Em outras palavras, a cada oito dias, um idoso no Japão foi assassinado por um membro da família que atuava como seu cuidador.

O estudo ainda revelou quem são os principais responsáveis por esses crimes:

  • Cônjuges (214 casos);
  • Filhos adultos (206 casos);
  • O restante envolve netos, irmãos e outros parentes.

Os fatores por trás da crise

A mídia japonesa aponta que o peso emocional, físico e financeiro de cuidar de um parente doente - especialmente em isolamento - é uma das principais...

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