Diferente da timidez comum, a fobia social é uma síndrome caracterizada pelo medo excessivo e angustiante de interagir e se expor em público. Acometendo crianças e adultos, o transtorno prejudica o desenvolvimento social e causa grande sofrimento, gerando reações físicas e instintivas frente a situações de exposição, como suor frio, vontade de fugir e atos repetitivos como roer unhas. De causas ainda desconhecidas, a condição exige atenção por limitar severamente a convivência em sociedade.
Tudo vai bem até que chega a hora de se apresentar em público ou de se relacionar com uma turma maior do que a de costume.
Você começa a suar frio e a primeira reação que lhe vem à cabeça é fugir daquela situação, afinal, mais uma tentativa se esgotou e você não conseguiu vencer esse medo inexplicável que chega sem avisar.
Para quem não sofre com o problema, é apenas mais um caso de timidez aguda, mas para quem vive o dilema, é uma angústia que parece não ter fim.
A fobia social é uma síndrome que se caracteriza pela dificuldade excessiva de conviver em sociedade e pelo medo aparentemente inexplicável de se expressar em público.
De origens ainda desconhecidas, a doença acomete crianças e adultos e impede o desenvolvimento social das pessoas, causando sofrimento e dor, que podem se manifestar por meio de reações físicas. "Quando sabem que passarão por alguma situação em que terão que se expor em público, alguns pacientes reagem instintivamente, roendo unhas, fumando descompassadamente ou até mordendo os lábios e se beliscando. É o jeito que encontram de se refugiar daquela situação limite", explica a coordenadora do Projeto Transtornos do Espectro Obsessivo Compulsivo (Protoc), Christina Gonzalez, da Unifesp.
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