A companhia aérea neozelandesa Air New Zealand anunciou o lançamento de cápsulas para dormir em voos comerciais, uma iniciativa inédita voltada a passageiros da classe econômica em viagens de longa duração.
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A venda do serviço está prevista para começar em maio, com os primeiros voos programados para novembro de 2026. A reserva de uma sessão na cabine terá custo adicional de 495 dólares neozelandeses (cerca de R$ 1.455,29 na cotação atual).
Batizado de Skynest, o novo espaço consiste em módulos com seis “camas” individuais, permitindo que passageiros deixem seus assentos por algumas horas para descansar durante o voo. A proposta é oferecer uma alternativa mais confortável, especialmente em rotas ultralongas, como a que liga Nova York, nos Estados Unidos, a Auckland, na Nova Zelândia.
Ao jornal britânico The Telegraph, o diretor executivo da companhia, Nikhil Ravishankar, afirmou que o Skynest representa um avanço no apoio à indústria de turismo do país.
“[O Skynest] reflete a inovação prática pela qual a Nova Zelândia é conhecida e mostra como um design bem pensado pode melhorar a experiência de viagem”, disse ele. “Ao dar a mais pessoas a chance de descansar adequadamente em voos de ultralongo curso, isso ajuda a tornar as viagens de e para a Nova Zelândia mais fáceis de administrar.”
As cápsulas têm cerca de 2 metros de comprimento e contam com itens como travesseiro, cobertor, iluminação individual, ventilação e cortina de privacidade. Cada passageiro poderá reservar uma sessão de até quatro horas, como um serviço adicional à passagem convencional.
Segundo a empresa, o Skynest ficará localizado entre as cabines econômica e econômica premium, em aeronaves Boeing 787-9 adaptadas para esse tipo de operação.
O uso das cápsulas também segue regras específicas. Não é permitido levar alimentos, e não há sistema de entretenimento, o que exige que passageiros baixem conteúdos previamente. A companhia orienta ainda que os usuários se preparem antes da sessão, como utilizar o banheiro e levar apenas itens essenciais. As cabines são individuais, voltadas ao silêncio e ao descanso, com regras de convivência que incluem o uso de fones de ouvido e a restrição de circulação de outras pessoas no local.
A empresa afirma que o objetivo é melhorar o bem-estar dos passageiros em viagens de longa duração, oferecendo a possibilidade de descanso adequado mesmo fora das classes mais caras. O uso das cápsulas será permitido apenas para passageiros com mais de 15 anos e exigirá que o usuário consiga acessar o espaço de forma independente.