Mila Seidl, viúva do influenciador Lito Sousa, relatou os momentos finais do marido, que faleceu devido a uma pneumonia decorrente da doença de Creutzfeldt-Jakob. Ele havia deixado diretrizes médicas registradas recusando intubação ou suporte artificial sem chances de melhora, decisão que foi respeitada pelo médico responsável, mantendo-o sob cuidados paliativos. Emocionada, Mila revelou não ter conseguido acompanhar os últimos segundos de Lito, que partiu ouvindo sua canção favorita, do Duran Duran.
Um mês após a morte de Lito Sousa, a viúva Mila Seidl, de 42 anos, se abriu sobre como foram os últimos dias do influenciador, que lutava contra a doença de Creutzfeldt-Jakob. Segundo a empresária, no dia 1º de outubro, diante do agravamento de um quadro de pneumonia, a família percebeu que ele vivia suas últimas horas.
"Nos últimos momentos, últimos segundos, eu não dei conta de ficar. Fiquei o tempo inteiro, mas ali no final não consegui. A gente sabia que era a última hora. Mas não queria que ele ficasse sozinho", desabafou durante participação no podcast 'Inteligência Ltda'.
Viúva explica causa da morte de Lito Sousa
Seidl contou que Lito desenvolveu pneumonia cerca de cinco dias antes de morrer. O influenciador recebeu antibióticos, mas os medicamentos não conseguiram reverter o quadro. "Para explicar para todo mundo, o Lito não morreu de CJD, ele morreu de pneumonia. Normalmente as pessoas que têm CJD, pelo que pesquisei, acabam falecendo de pneumonia", afirmou.
Com a piora, uma eventual intubação passou a fazer parte das possibilidades médicas. Entretanto, Lito já havia afirmado que não queria passar por esse procedimento nem permanecer em estado vegetativo. "Tinha coisas que ele não queria [...] Ele falou que só aceitava a sonda de alimentação se fosse para esperar o remédio e se fosse identificado que ele tinha chances de reverter", explicou Seidl.
"Pelo que entendi, se entubasse, não tinha reversão do quadro, seria mantê-lo vivo artificialmente, talvez mais um ano. Mas ele ficaria com sonda, tubo, sedado, mas não estaria aqui", complementou.
Sousa deixou decisões sobre o tratamento registradas
Ademais, antes do agravamento da doença, Sousa preparou um testamento e registrou declarações sobre os cuidados que aceitaria receber. Ele também escolheu o médico como responsável pelas decisões relacionadas ao tratamento. "Não fui eu, porque ele me conhecia, sabia que eu iria com ele até o fim. Eu estava pronta para ficar com ele, 4, 5, 6, 10, 20 anos, na cadeira de rodas, fosse como for", contou a viúva.
Segundo Seidl, a família chegou até a daptar uma nova casa para receber o influeciador com mais conforto. Eles também focaram em encontrar alternativas de tratamento para a condição rara. No entanto, sem melhora da pneumonia, o médico respeitou as decisões que Lito havia deixado documentadas. O influenciador entrou em cuidados paliativos até sua morte.
"A gente foi atrás de tudo que existia. Não poupamos nenhum recurso financeiro. Tudo foi feito para ele, 100%. Sem 'isso vai ser complicado' ou 'é muito caro'. Se tinha chance, corremos atrás", afirmou.
Música marcou despedida de Lito Sousa
Já nos últimos momentos, quando percebeu que não conseguiria enfrentar a perda, Seidl pediu que Mauro, um dos melhores amigos de Lito e piloto de avião, ficasse ao lado dele. Além disso, pediu que colocasse uma playlist com as músicas favoritas do influenciador.
Lito morreu ouvindo 'Ordinary World', da banda Duran Duran. Horas depois, ao chegar em casa durante a madrugada, a empresária contou ter vivido uma coincidência envolvendo justamente a mesma canção.
"Ele morreu ouvindo essa música... A gente abriu a porta para entrar em casa horas depois; era uma quinta-feira, chuvosa, mais de 1h da manhã. Não tinha ninguém no parque, mas tinha uma música super alta, e era justamente a música que o Lito ouviu quando morreu", relatou.