Cachorro 'carente' ajuda mãe a descobrir síndrome cardíaca rara em bebê de 6 meses

De acordo com a tutora e mãe da criança, o cão não saia do lado do bebê e chorava toda vez em que era tirado de perto

31 out 2026 - 18h49
Cachorro 'carente' ajuda mãe a descobrir síndrome cardíaca rara em bebê de 6 meses
Cachorro 'carente' ajuda mãe a descobrir síndrome cardíaca rara em bebê de 6 meses
Foto: Reprodução/The Mirror

Foram as atitudes de um cão considerado 'carente' que ajudaram uma mãe a descobrir que o filho, um bebê de apenas seis meses, possui uma síndrome cardíaca considerada rara. De acordo com a tutora, o cachorro, uma fêmea da raça Doberman chamada Saraya, 'sentiu' que o filho dela tinha uma taquicardia grave. 

O caso aconteceu em setembro passado, na região de Bournemouth, na Inglaterra. Ao tablóide The Mirror, a mãe do pequeno Alexander, Kim Reynolds, conta que a cachorra de estimação passou a ficar 'grudada' com o bebê, e que ela chorava toda vez que a criança era tirada de perto. 

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Ao mesmo tempo, Kim conta que percebeu o filho adoecer e, rapidamente, o levou ao hospital. Lá, os médicos levaram um susto ao constatar uma taquicardia severa na criança, com 280 batimentos cardíacos por minuto. Como referência, o padrão para um bebê de seis meses é de 90 a 160 batimentos por minuto. 

Após dois dias de internação, a equipe médica diagnosticou a criança com a síndrome de Wolff-Parkinson-White, uma condição cardíaca presente desde o nascimento e que favorece a incidência de taquicardias muito aceleradas. Os sintomas vão de tontura, falta de ar e dor a desmaios e até morte súbita. 

Ao jornal inglês, a mãe falou sobre como a cachorra 'percebeu' os sintomas do filho dela: "Saraya entendeu que os batimentos cardíacos dele (do filho) estavam mais rápidos do que deveriam. Eu não tinha a menor ideia, mas ela sentiu. Eu tenho pavor em imaginar o que poderia ter acontecido se eu simplesmente tivesse deixado-o no berço e deixado para lá". 

"O comportamento de Saraya me chamou a atenção. Me deixou confusa, parecia que ela tentava me dizer que algo estava errado. Eu não entendi porque ela estava tão carente e obcecada. Certamente me deixou mais preocupada e nos fez buscar entender o que estava acontecendo", acrescentou Kim. 

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Em outra ocasião, a cachorra também começou a apresentar comportamento estranho com a criança, lambendo as mãos do bebê e encarando a tutora, que decidiu levar o filho de volta ao hospital. Lá, os médicos constataram uma infecção bacteriana, o que fez Kim exaltar ainda mais a proteção do animal de estimação ao seu filho. 

"Confio 100% em Saraya. Ela não é um cão treinado ou registrado como um animal de suporte médico. Mas, no que depender de mim, ela estará com o Alexander sempre que puder", finalizou. 

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Fonte: Portal Terra
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